
- B3 (B3SA3) teve alta de 29,2% no volume negociado em ações
- Segmento de futuros caiu 13,6% em abril
- Número de investidores avançou para 5,623 milhões
A Casas Bahia (BHIA3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão, ampliando as perdas frente aos R$ 408 milhões registrados um ano antes.
Apesar do resultado negativo, a companhia afirmou que o desempenho operacional apresentou evolução no período, enquanto o mercado segue atento aos impactos dos juros elevados sobre o varejo.
Juros pressionaram resultado financeiro
Segundo a companhia, o principal impacto veio do resultado financeiro negativo de R$ 1,2 bilhão, alta anual de 27%.
O movimento ocorreu em meio à elevação do CDI médio, que saiu de 12,94% no primeiro trimestre de 2025 para 14,86% entre janeiro e março deste ano.
O presidente-executivo da empresa, Renato Franklin, afirmou que a companhia adotará postura mais conservadora na concessão de crédito e na tomada de risco diante do cenário macroeconômico mais desafiador.
E-commerce acelera crescimento
Mesmo com a pressão financeira, a receita líquida da varejista cresceu 6,1% no trimestre, alcançando R$ 7,4 bilhões.
O destaque ficou para o canal online, cuja receita bruta avançou 24%, totalizando quase R$ 3,3 bilhões.
Enquanto isso, o canal próprio digital (1P) cresceu 26,4%, atingindo R$ 3 bilhões, enquanto as vendas nas lojas físicas recuaram 1,8%.
Companhia vê melhora gradual
O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 597 milhões, crescimento anual de 4,7%.
Além disso, a Casas Bahia registrou fluxo de caixa livre de R$ 852 milhões, movimento que a gestão classificou como ponto de inflexão operacional.
Segundo Renato Franklin, a companhia deixou para trás a fase de maior risco financeiro e agora busca provar capacidade de geração sustentável de valor.