Forte instabilidade

Com abertura instável, Ibovespa recua enquanto dólar dispara

O mercado financeiro brasileiro iniciou esta sexta (4) com forte instabilidade, refletindo uma combinação de fatores externos e internos.

Com abertura instável, Ibovespa recua enquanto dólar dispara
  • Ibovespa cai para 128,3 mil pontos e dólar sobe a R$ 5,74 em meio a instabilidade no mercado financeiro brasileiro
  • Tensões entre EUA e China, além da queda no preço do petróleo, aumentam aversão ao risco entre investidores
  • Pessimismo sobre crescimento econômico mundial contribui para volatilidade nos mercados locais

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda e tocava os 128,3 mil pontos, enquanto o dólar comercial subia a R$ 5,74 e os juros futuros apresentavam comportamento misto.

No centro da turbulência, estão a intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos, a forte queda no preço do petróleo e o pessimismo sobre o crescimento econômico global.

Logo na abertura, ações de peso como Petrobras (PETR3 e PETR4) e Vale (VALE3) já operavam com perdas significativas. Dessa forma, aprofundando o movimento de baixa iniciado na véspera.

O cenário inflacionário e geopolítico instável também afeta a curva de juros, que segue sem direção única, refletindo a dificuldade do mercado em precificar os próximos passos da política monetária.

Petróleo em queda pressiona ações da Petrobras

O petróleo atingiu nesta sexta-feira suas mínimas desde 2021, ampliando os temores sobre a saúde da demanda global. Assim, impactando diretamente o desempenho de empresas do setor.

A commodity, que já vinha em trajetória de queda, desabou com o aumento das tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Sinalizando, dessa forma, menor atividade econômica global e menor consumo de energia.

Nesse cenário, as ações da Petrobras abriram com forte recuo: PETR3 caía 3,96% e PETR4 recuava 3,97%, ampliando as perdas da sessão anterior. O movimento reflete não apenas a baixa do petróleo, mas também as incertezas sobre o plano de investimentos da estatal. Além dos impactos de preços mais baixos sobre sua geração de caixa.

Guerra comercial pesa sobre Vale, Embraer e Eletrobras

A decisão da China de impor tarifas de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos a partir de 10 de abril gerou forte aversão ao risco nos mercados globais.

A medida representa, portanto, uma retaliação direta ao pacote tarifário anunciado pelo governo Trump e reacende os temores de uma desaceleração sincronizada nas principais economias do mundo.

No Brasil, o impacto já se reflete nas ações da Vale, que recuava 2,95% logo após a abertura, negociada a R$ 53,59. A empresa, altamente exposta à economia chinesa por meio da exportação de minério de ferro, sente diretamente os efeitos de uma possível retração da demanda asiática.

Embraer (EMBR3) também cedia 1,77%, enquanto Eletrobras (ELET3 e ELET6) iniciava o dia em queda de 0,85% e 0,80%, respectivamente.

Dólar dispara e juros futuros se dividem

Em meio à tensão global, o dólar comercial abriu em forte alta, chegando a R$ 5,74. Assim, impulsionado pela busca por ativos considerados mais seguros, como a moeda americana. Na primeira parcial da PTAX do dia, o Banco Central indicou valores de compra a R$ 5,7291 e venda a R$ 5,7297.

Enquanto isso, os juros futuros operam de forma mista, refletindo a dificuldade do mercado em interpretar os próximos passos do Banco Central diante do novo cenário.

Confira os resultados das principais ações:

Paola Rocha Schwartz
Estudante de Jornalismo, apaixonada por redação e escrita! Tenho experiência na área educacional (alfabetização e letramento) e na área comercial/administrativ
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