Leitura positiva

Cury (CURY3) dispara após lucro acima do esperado e margens surpreenderem o mercado

Construtora virou destaque do Ibovespa após resultado forte, dividendos e geração robusta de caixa.

Fachada do Residencial Pixinguinha. Divulgação
Fachada do Residencial Pixinguinha. Divulgação
  • Cury (CURY3) disparou após lucro e margens superarem expectativas.
  • Companhia registrou lucro de R$ 303 milhões no trimestre.
  • Mercado segue atento aos riscos de inflação nos custos da construção.

As ações da Cury (CURY3) saltavam forte nesta quarta-feira após a companhia divulgar um balanço do primeiro trimestre acima das expectativas do mercado.

Por volta das 11h52, os papéis avançavam cerca de 5,9%, figurando entre as maiores altas do Ibovespa após o lucro e as margens surpreenderem positivamente os investidores.

Lucro e receita superaram projeções

A companhia reportou lucro líquido de R$ 303 milhões, crescimento de 41,9% na comparação anual.

Além disso, a receita líquida avançou 32,6%, alcançando aproximadamente R$ 1,6 bilhão, também acima das projeções médias do mercado.

Nesse cenário, analistas destacaram principalmente a combinação entre forte crescimento operacional, controle de despesas e manutenção das margens em níveis elevados.

Margens e dividendos animaram analistas

A XP Investimentos afirmou que os números vieram acima de expectativas que já eram consideradas elevadas.

Além disso, a corretora destacou a forte geração de caixa e a distribuição de R$ 160 milhões em dividendos, equivalente a rendimento próximo de 1,7%.

Enquanto isso, o Bradesco BBI ressaltou que a desaceleração da margem bruta, principal preocupação do mercado, ocorreu dentro do esperado, enquanto o lucro veio acima das estimativas.

O banco também destacou o forte nível de retorno sobre patrimônio (ROE) da companhia, que atingiu aproximadamente 79,5% nos últimos 12 meses.

Custos seguem no radar

Apesar do resultado forte, a administração alertou que a alta dos custos de construção continua sendo monitorada de perto.

Segundo executivos da companhia, um agravamento prolongado da guerra no Oriente Médio pode gerar novas pressões sobre materiais e insumos, eventualmente exigindo reajustes adicionais de preços.

Ao mesmo tempo, a empresa afirmou possuir margem suficiente para absorver parte da inflação futura enquanto mantém foco em eficiência operacional e rentabilidade dos lançamentos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.