
- Embraer (EMBJ3) teve preço-alvo reduzido pelo JPMorgan.
- Banco ainda vê cerca de 33% de potencial de valorização.
- Eve, Índia e defesa aparecem como principais gatilhos positivos.
O JPMorgan reduziu o preço-alvo das ações da Embraer (EMBJ3) após os resultados do primeiro trimestre de 2026, mas manteve recomendação equivalente à compra para os papéis.
Mesmo após o corte, o banco ainda vê aproximadamente 33% de potencial de valorização para a fabricante brasileira de aeronaves.
Banco reduz projeções, mas mantém otimismo
O JPMorgan revisou o preço-alvo das ações negociadas na B3 de R$ 109 para R$ 98.
Enquanto isso, o alvo para os ADRs em Nova York caiu de US$ 84 para US$ 80.
Segundo o banco, o ajuste ocorreu após a redução das projeções de lucro operacional e também diante de um ambiente mais desafiador para o setor aeroespacial global.
Ainda assim, os analistas seguem vendo valuation atrativo para a companhia.
Margens seguem como principal gatilho
O banco acredita que a expansão das margens operacionais continua sendo o principal motor da tese de investimento.
Mesmo após os ajustes, a projeção de margem EBIT para 2026 permanece em aproximadamente 9,3%, no topo do guidance oficial da empresa.
Além disso, o JPMorgan avalia que uma eventual redução das tarifas impostas pelos Estados Unidos poderia abrir espaço para revisões positivas das projeções ao longo do ano.
Eve continua sendo diferencial
Outro ponto importante para o banco é o potencial da Eve, subsidiária focada em aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOL).
Segundo o JPMorgan, quando a Eve entra no valuation, o valor justo da Embraer sobe para cerca de R$ 108 por ação.
A companhia continua avançando nos testes de voo e no processo de certificação regulatória da divisão.
Índia e defesa entram no radar
O banco também destacou possíveis catalisadores relevantes nos próximos meses.
Entre eles, estão as negociações na Índia envolvendo potenciais pedidos de mais de 200 aeronaves E175 e cerca de 60 cargueiros C-390.
Além disso, a parceria da Embraer com a Northrop Grumman para oferecer o cargueiro C-390 à Força Aérea americana também ganhou destaque entre os investidores.
Backlog reforça tese positiva
A Embraer encerrou o trimestre com carteira de pedidos de aproximadamente US$ 32,1 bilhões, crescimento anual de 22%.
Segundo o JPMorgan, o backlog robusto continua sendo um dos principais pilares da tese de investimento da companhia.