Sem discrepância

Engie Brasil (EGIE3) minimiza cortes em usinas e mira expansão bilionária em energia

Companhia afirma que impacto dos cortes de geração ficou alinhado ao setor e prepara novos investimentos em transmissão, hidrelétricas e baterias.

Analises do Resultado da Engie EGIE3
Analises do Resultado da Engie EGIE3
  • Engie Brasil (EGIE3) afirmou que curtailment ficou alinhado ao setor elétrico
  • Companhia prepara investimentos bilionários em transmissão e hidrelétricas
  • Empresa também avalia entrar no futuro leilão de baterias do governo

A Engie Brasil (EGIE3) afirmou que os cortes de geração em usinas eólicas e solares, conhecidos como “curtailment”, ficaram alinhados aos níveis registrados no setor elétrico brasileiro no primeiro trimestre.

Durante teleconferência com analistas, o diretor de energias renováveis e armazenamento, Guilherme Ferrari, destacou que o índice da companhia ficou em 17%, mesmo patamar do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Empresa reduz impacto com portfólio diversificado

Segundo Ferrari, o avanço do curtailment ocorreu principalmente após a entrada em operação dos parques Assuruá e Assu-Sol.

Além disso, a companhia colocou 1,4 gigawatt (GW) de novas usinas em operação entre o primeiro trimestre de 2025 e o início de 2026.

Ainda assim, o executivo afirmou que os impactos financeiros permanecem limitados, já que o portfólio da empresa conta com hidrelétricas, que oferecem maior flexibilidade operacional e ajudam a compensar oscilações na geração renovável.

Engie prepara expansão bilionária

A companhia também confirmou negociações para instalar duas novas turbinas na hidrelétrica Jaguara.

O projeto prevê ampliação da capacidade da usina de 424 MW para 656 MW, com investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão e início da operação previsto para 2030.

Além disso, a elétrica prepara o projeto de transmissão Colibri, arrematado em leilão da Aneel, que deverá receber R$ 1,5 bilhão em investimentos.

Leilão de baterias entra no radar

Ferrari afirmou ainda que a companhia avalia participar do futuro leilão de baterias planejado pelo governo federal.

Segundo ele, a Engie acompanha definições regulatórias enquanto desenvolve projetos ligados ao armazenamento de energia.

O mercado projeta contratação entre 2 GW e 5 GW em sistemas de baterias no próximo certame, considerado estratégico para estabilidade da rede elétrica brasileira.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.