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Eztec (EZTC3) e Cyrela (CYRE3) podem disparar com volta aos escritórios em SP

Itaú BBA vê alta de aluguéis, queda da vacância e ativos corporativos que podem turbinar valor de mercado e ROE.

eztec tenda mrv
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  • Eztec pode ter ativo corporativo equivalente a 30% do valor de mercado
  • Cyrela já tem 75% do novo prédio locado para o Nubank
  • Vacância cai e aluguéis sobem nos polos de Pinheiros e Chucri Zaidan

A retomada dos escritórios de alto padrão em São Paulo começa a mudar a tese para Eztec (EZTC3) e Cyrela (CYRE3). Segundo o Itaú BBA, a combinação de absorção líquida forte, queda da vacância e alta dos aluguéis cria um cenário mais favorável para incorporadoras com projetos corporativos relevantes.

As duas empresas se destacam porque ainda mantêm ativos expressivos no segmento. Em um momento de retorno gradual ao trabalho presencial, esses empreendimentos ganham protagonismo dentro do portfólio.

Eztec pode ter ativo equivalente a 30% do valor de mercado

A EZTC3 possui o Esther Towers, na Avenida Chucri Zaidan, com cerca de 94 mil m² de área bruta locável. A região ganhou tração por absorver parte da demanda que deixou Faria Lima e Itaim, hoje com oferta restrita e preços acima de R$ 300 por m².

Enquanto isso, a Chucri ainda opera próxima de R$ 120 por m², o que sustenta o chamado movimento de “flight-to-price”. Essa diferença de preço ajudou a região a liderar a absorção líquida recente.

Segundo o Itaú BBA, com ocupação próxima de 90% e margens operacionais entre 90% e 95%, o empreendimento pode atingir valor potencial de R$ 1,5 bilhão, algo perto de 30% do valor de mercado atual da Eztec.

Cyrela aposta em Pinheiros e já tem 75% locado

A CYRE3 avança com o Cyrela Corporate, em Pinheiros, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026. Cerca de 75% da área já está locada para o Nubank, reduzindo risco comercial.

Pinheiros fechou 2025 com vacância ao redor de 9,8%. Além disso, os aluguéis subiram de R$ 135 para cerca de R$ 190 por m² nos últimos anos, impulsionados por edifícios mais modernos.

Desse modo, o Itaú estima que o ativo vale aproximadamente R$ 1,1 bilhão, o equivalente a 8% do valor de mercado da Cyrela, e pode ajudar a impulsionar o ROE da companhia.

Mercado de escritórios mostra virada estrutural

Em 2025, a vacância média dos escritórios de alto padrão em São Paulo caiu para 16,3%, recuo de 4,5 pontos percentuais em 12 meses. A absorção líquida somou 216 mil m², segundo dados citados pelo Itaú com base na SiiLA.

Pinheiros e Chucri Zaidan concentraram a maior parte da demanda. Além disso, 49% do novo estoque entregue em 2025 já estava pré-locado, sinalizando retorno consistente da ocupação corporativa.

Para o banco, os números indicam demanda sólida e reversão gradual das políticas de trabalho remoto, cenário que pode beneficiar diretamente incorporadoras com exposição relevante ao segmento.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.