
- Governo Lula anunciou subsídio de até R$ 0,89 por litro de gasolina.
- Petrobras (PETR4) já havia indicado reajuste próximo nos combustíveis.
- Guerra entre Estados Unidos e Irã segue pressionando petróleo e inflação.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova subvenção federal para produtores e importadores de combustíveis, tentando conter a escalada dos preços da gasolina após a disparada do petróleo no mercado internacional.
Pela medida, o governo subsidiará R$ 0,89 por litro de gasolina. Entretanto, o impacto efetivo ao consumidor deve ficar em torno de R$ 0,62 por litro, devido à mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na composição do combustível vendido nos postos.
Guerra pressiona petróleo e acelera decisão
A decisão ocorre após o agravamento da guerra entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços do petróleo e pressionou importantes rotas marítimas globais.
Além disso, a própria Petrobras (PETR4) já havia sinalizado que um reajuste nos combustíveis estava próximo.
Na terça-feira (12), a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o aumento da gasolina aconteceria “já, já”, durante conferência com analistas sobre os resultados da companhia.
Diante disso, o governo acelerou uma solução emergencial antes do avanço de novos reajustes nas refinarias.
Congresso trava plano original do governo
Inicialmente, a equipe econômica defendia um projeto de lei complementar para utilizar receitas extraordinárias do petróleo como compensação à redução de tributos sobre combustíveis.
O texto chegou à Câmara ainda em abril e teve urgência aprovada. Porém, até agora, não houve avanço concreto na votação do mérito da proposta.
Com isso, o Planalto decidiu partir para uma medida imediata para reduzir o impacto da alta dos combustíveis sobre consumidores e inflação.
Mercado acompanha impacto fiscal da medida
O mercado agora monitora os efeitos fiscais do novo subsídio, principalmente em um cenário de juros elevados e pressão sobre as contas públicas.
Além disso, investidores acompanham os próximos movimentos da Petrobras (PETR3; PETR4) e a evolução do conflito no Oriente Médio, que segue pressionando o preço do barril de petróleo.
Enquanto isso, a expectativa é de que o governo tente evitar novos aumentos abruptos nas bombas nos próximos meses.