Rentabilidade pressionada

Grupo SBF (SBFG3) acelera vendas com Nike e Centauro, mas pressão de custos reduz margens

Controladora da Centauro registrou avanço no lucro e forte crescimento de receita no primeiro trimestre.

centauro 4t20 resultado
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  • Grupo SBF (SBFG3) lucrou R$ 74,2 milhões no primeiro trimestre.
  • Operação da Nike no Brasil acelerou crescimento da receita.
  • Custos e despesas financeiras pressionaram margens da companhia.

O Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro e da distribuidora oficial da Nike no Brasil, registrou lucro líquido de R$ 74,2 milhões no primeiro trimestre de 2026.

O resultado representa crescimento anual de 10,2%. Além disso, a companhia apresentou forte avanço operacional, com receita líquida consolidada de R$ 1,78 bilhão, alta de 14,9% frente ao mesmo período do ano passado.

Nike impulsionou crescimento

A operação da Centauro gerou faturamento de R$ 930,6 milhões, avanço de 13,3% na comparação anual.

Enquanto isso, a Fisia, responsável pela operação da Nike no país, apresentou crescimento ainda mais forte. A receita líquida da divisão alcançou R$ 1,04 bilhão, disparada de 26,1% em um ano.

Por outro lado, o grupo eliminou aproximadamente R$ 186,2 milhões em operações entre empresas do próprio conglomerado para consolidar os números finais do trimestre.

Custos seguem pressionando margens

Apesar do crescimento das vendas, a rentabilidade continuou pressionada. O Ebitda avançou apenas 2,7%, para R$ 230,9 milhões, enquanto a margem recuou 1,5 ponto percentual, chegando a 12,9%.

Além disso, as despesas operacionais cresceram mais de 23%, refletindo expansão da estrutura e aumento dos custos da operação.

Ao mesmo tempo, as despesas financeiras líquidas dispararam 59,2%, totalizando R$ 80,6 milhões no trimestre.

Endividamento segue controlado

Por outro lado, a companhia registrou ganhos tributários de R$ 17,6 milhões, ajudando a sustentar o avanço do lucro líquido no período.

Enquanto isso, a dívida líquida encerrou março em R$ 1,1 bilhão, com alavancagem considerada controlada em 1,09 vez o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses.

Nesse cenário, investidores acompanham se o crescimento das marcas esportivas conseguirá compensar as pressões de custos e despesas ao longo de 2026.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.