
- Hapvida (HAPV3) avalia venda de ativos e fechamento de operações.
- Nova gestão busca simplificar estrutura e acelerar desalavancagem.
- Companhia vê melhora da sinistralidade e menor pressão regulatória.
A Hapvida (HAPV3) estuda vender ativos e até fechar operações em algumas regiões do país como parte do plano da nova gestão para simplificar a estrutura da companhia e acelerar a desalavancagem financeira.
As declarações foram feitas pelo novo CEO da operadora, Luccas Adib, durante teleconferência com analistas após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026.
Nova gestão quer operação mais enxuta
Segundo Adib, a companhia iniciou uma revisão ampla da presença geográfica da empresa.
“Estamos conduzindo uma revisão da presença geográfica… não há temas pétreos”, afirmou o executivo.
Além disso, o CEO destacou que o foco atual é tornar a operação mais simples e eficiente, mesmo sem pressão imediata sobre a dívida.
Enquanto isso, as ações da Hapvida (HAPV3) chegaram a subir cerca de 10% na Bolsa, entre as maiores altas do Ibovespa.
Venda de ativos entra no radar
A empresa não detalhou quais operações podem ser vendidas ou encerradas.
Ainda assim, o mercado passou a monitorar possíveis movimentos envolvendo ativos considerados menos estratégicos, principalmente em regiões onde a companhia enfrenta maior pressão competitiva.
A Hapvida também avalia uma possível reorganização da arquitetura de marcas após a fusão com a NotreDame Intermédica, concluída em 2022.
Sinistralidade mostrou melhora em abril
O CFO da companhia, Lucas Garrido, afirmou que a sinistralidade apresentou normalização em abril após a piora registrada em março.
Segundo ele, houve aumento de utilização dos serviços médicos no fim do trimestre, mas o indicador começou a mostrar melhora no início do segundo trimestre.
Ao mesmo tempo, a empresa deve continuar reajustando preços nos planos individuais, enquanto no segmento corporativo o ambiente competitivo limita aumentos mais agressivos.
Multas da ANS podem perder força
Outro ponto destacado pela gestão envolve a redução das notificações regulatórias.
Segundo Adib, as notificações de intermediação preliminar (NIP), utilizadas pela ANS, caíram 28,5% no primeiro trimestre na comparação anual.
Com isso, a expectativa da companhia é de menor pressão com multas regulatórias nos próximos trimestres.