Deve perder força

JPMorgan vê Bolsa brasileira “andando de lado” após rali e saída de capital estrangeiro

Banco aponta juros elevados, incerteza eleitoral e perda de fluxo externo como obstáculos para novas altas do Ibovespa.

Economia Brasileira
  • JPMorgan vê Bolsa brasileira perdendo força após forte rali no início do ano.
  • Banco cita juros elevados, incerteza eleitoral e saída de capital estrangeiro.
  • Fluxo para mercados emergentes desacelerou nas últimas semanas.

O JPMorgan afirmou que as ações brasileiras devem perder força nos próximos meses após o forte rali observado no começo do ano.

Segundo estrategistas do banco, o mercado acionário brasileiro tende a “andar de lado” no médio prazo diante do ritmo mais lento de corte de juros e do aumento das incertezas eleitorais no país.

Fluxo estrangeiro perdeu força

O banco destacou que os fluxos estrangeiros para a Bolsa brasileira ficaram significativamente negativos desde meados de abril.

Além disso, os estrategistas afirmaram que o movimento não é exclusivo do Brasil, já que houve redução generalizada do apetite por mercados emergentes nas últimas semanas.

Nesse cenário, os fluxos para emergentes recuaram de aproximadamente US$ 86 bilhões acumulados no ano para cerca de US$ 70 bilhões, refletindo maior cautela global dos investidores.

Juros e dólar entram no radar

Segundo o relatório, outro fator que reduz o potencial de valorização da Bolsa brasileira é o ritmo mais lento de afrouxamento monetário pelo Banco Central.

Ao mesmo tempo, o banco destacou que o Federal Reserve adotou postura mais dura nos Estados Unidos, pressionando ativos de risco globais.

Além disso, o JPMorgan avalia que o real já atingiu um nível relativamente forte, reduzindo espaço para apreciação adicional da moeda brasileira e limitando o interesse do investidor estrangeiro.

Ibovespa perdeu fôlego

Após avançar mais de 16% no primeiro trimestre, o Ibovespa praticamente ficou estável em abril e acumula queda em maio.

Enquanto isso, dados da B3 mostram saída líquida de aproximadamente R$ 3,2 bilhões em capital estrangeiro da Bolsa brasileira apenas nos primeiros dias de maio.

Mesmo assim, o banco afirmou que Brasil e América Latina ainda seguem vistos como alternativas relativamente mais defensivas dentro do universo de mercados emergentes.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.