
- Minério de ferro caiu para mínima de duas semanas com dados fracos da China
- Crise imobiliária segue afetando a demanda por aço
- Produção chinesa de aço recuou ao menor nível em sete anos
O minério de ferro fechou em forte queda nesta segunda-feira, pressionado por novos dados negativos do setor imobiliário da China, principal consumidor global de aço. Os preços recuaram para mínimas de duas semanas, elevando a cautela do mercado.
Além disso, investidores reagiram à persistência da desaceleração econômica chinesa, que continua afetando diretamente a demanda pela commodity.
Contratos recuam nas bolsas asiáticas
O contrato de maio do minério de ferro, o mais negociado na Bolsa de Dalian (DCE), caiu 2,58%, para 794 iuanes por tonelada, atingindo o menor nível desde 6 de janeiro.
Enquanto isso, o minério de ferro de referência em Cingapura recuou 1,54%, cotado a US$ 104,7 por tonelada, também no patamar mais fraco desde o início do mês.
Assim, o mercado passou a precificar um cenário de demanda mais fraca no curto prazo.
Setor imobiliário segue pressionando
Os preços das casas novas na China ampliaram a queda em dezembro, reforçando que o setor imobiliário permanece sob forte pressão, apesar das medidas anunciadas pelo governo.
Ao mesmo tempo, o investimento em imóveis e as vendas por área útil também recuaram, indicadores acompanhados de perto por anteciparem o consumo de aço e minério de ferro.
Com isso, cresce a leitura de que a recuperação será mais lenta e instável.
Produção de aço reforça pessimismo
Outro fator negativo foi a queda da produção de aço bruto da China, que em 2025 ficou abaixo de 1 bilhão de toneladas, o menor nível em sete anos.
Embora as exportações de aço tenham atingido recordes, elas não compensaram a fraqueza da demanda interna.
Além disso, sinais de aumento da oferta global ampliaram a pressão sobre os preços.