
- Oncoclínicas (ONCO3) teve prejuízo de R$ 438,7 milhões no 1T26
- Falta de medicamentos derrubou atendimentos e receita
- Companhia negocia alongamento de dívidas com credores
A Oncoclínicas (ONCO3) registrou forte deterioração nos resultados do primeiro trimestre de 2026, em meio à pressão financeira e problemas operacionais.
O prejuízo líquido da companhia saltou para R$ 438,7 milhões, mais que triplicando as perdas registradas no mesmo período do ano passado.
Falta de medicamentos derrubou receita
A receita líquida caiu 22,3% na comparação anual, encerrando o trimestre em R$ 1,16 bilhão.
Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente pela redução dos atendimentos causada pelo desabastecimento de medicamentos nas clínicas.
Além disso, a empresa informou que perdeu cerca de R$ 40 milhões em receita bruta apenas em março por causa da crise de abastecimento.
Dívida elevada amplia pressão
O Ebitda ficou negativo em R$ 206,4 milhões entre janeiro e março, revertendo o resultado positivo registrado um ano antes.
Enquanto isso, a alavancagem financeira alcançou 5,2 vezes o Ebitda ajustado, com dívida total de R$ 3,2 bilhões ao fim do trimestre.
Além disso, a companhia possui vencimento de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em CRIs previsto ainda para este ano.
Companhia negocia com credores
A empresa informou que segue negociando com credores para alongar dívidas financeiras e melhorar o cronograma de pagamentos.
Além disso, a rede obteve cautelar judicial em abril suspendendo cobranças por 60 dias e também recebeu waiver de debenturistas após descumprimento de covenant financeiro.
Ao mesmo tempo, a companhia realizou ajustes contábeis envolvendo provisões para créditos de liquidação duvidosa e perdas relacionadas à Unimed Leste Fluminense.