
- Oncoclínicas (ONCO3) teve risco operacional destacado pela PwC
- Auditoria apontou diferença de R$ 2,8 bilhões entre passivos e ativos circulantes
- Companhia segue negociando dívidas e reestruturação financeira
A Oncoclínicas (ONCO3) voltou a preocupar o mercado após a auditoria PwC destacar risco relevante relacionado à continuidade operacional da companhia no balanço do primeiro trimestre de 2026.
Segundo o parecer divulgado junto às demonstrações financeiras, existe incerteza significativa sobre a capacidade da empresa de manter suas operações diante da atual situação financeira.
PwC cita desequilíbrio bilionário
A auditoria chamou atenção para a diferença de aproximadamente R$ 2,8 bilhões entre passivo circulante e ativo circulante da companhia.
Além disso, a PwC afirmou que a continuidade operacional depende substancialmente do sucesso dos planos de reestruturação financeira conduzidos pela administração.
Segundo o parecer, parte relevante dessas iniciativas não depende exclusivamente da própria empresa, elevando o nível de incerteza sobre a operação.
Companhia tenta renegociar dívidas
A rede de tratamento contra câncer vem negociando alongamento de dívidas financeiras e reestruturação com credores.
Além disso, a companhia já havia conseguido em abril uma cautelar suspendendo cobranças por 60 dias, enquanto também obteve waiver após descumprimento de covenant financeiro.
Ao mesmo tempo, a empresa enfrenta pressão operacional provocada por problemas de caixa e desabastecimento de medicamentos.
Auditoria mudou em abril
A Oncoclínicas informou no fim de abril a troca de auditoria independente, passando da Deloitte para a PwC.
Segundo a companhia, a mudança ocorreu devido à regra de rodízio obrigatório de auditorias a cada cinco anos.
Enquanto isso, o mercado segue monitorando geração de caixa, renegociação de passivos e capacidade de estabilização financeira da empresa.