
- Petroleiras brasileiras sobem até 5% na bolsa
- Petróleo dispara cerca de 8% com tensão no Oriente Médio
- Alta do Brent aumenta geração de caixa do setor
As petroleiras da bolsa brasileira abriram a semana em forte alta. Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) avançaram entre cerca de 2,5% e 5% logo no início do pregão.
O movimento acompanhou o salto de aproximadamente 8% do petróleo Brent, após a intensificação do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Por que o petróleo subiu
O mercado passou a temer interrupções na produção iraniana e, principalmente, problemas logísticos no Estreito de Ormuz, rota essencial do comércio global de petróleo.
Além disso, a incerteza aumentou com o risco de ampliação do conflito para outros países da região.
Assim, investidores correram para o petróleo, elevando rapidamente as cotações internacionais.
Quem mais se beneficia
Empresas de exploração e produção capturam diretamente a alta do Brent. Segundo estimativas de analistas, cada US$ 10 de aumento no barril pode elevar significativamente o fluxo de caixa das companhias.
Companhias menos protegidas por hedge, como PETR4, PRIO3 e RECV3, tendem a sentir o impacto positivo mais rápido.
Por outro lado, o mercado ainda vê risco: se o conflito se encerrar rapidamente, parte do ganho pode desaparecer.