
- Petrobras (PETR4) avalia que o petróleo entrou em um novo patamar entre US$ 72 e US$ 75 por barril.
- Magda Chambriard afirma que o mercado ainda não voltou totalmente à normalidade.
- Corte no diesel compensou o fim do subsídio federal e manteve o preço estável.
A Petrobras (PETR4) avalia que o mercado internacional de petróleo entrou em uma nova faixa de preços. Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, o barril do Brent parece ter encontrado equilíbrio entre US$ 72 e US$ 75, mesmo com as incertezas geopolíticas ainda presentes.
Além disso, a executiva afirmou que o mercado ainda não retornou completamente à normalidade após meses de turbulência provocados pelo conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Petrobras vê novo piso para o petróleo
De acordo com Magda Chambriard, a recente estabilização do Brent sugere que os preços passaram a operar em um nível superior ao observado antes das tensões geopolíticas.
A declaração ocorre após o petróleo encerrar a última sessão próximo de US$ 73 por barril, patamar semelhante ao registrado antes da escalada militar no Oriente Médio.
Por isso, a Petrobras entende que a commodity pode ter estabelecido uma nova referência para os próximos meses.
Diesel mudou, mas preço ficou igual
A avaliação da executiva foi divulgada no mesmo momento em que a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,3515 por litro no diesel vendido às distribuidoras.
Entretanto, o corte não resultará em queda efetiva para o consumidor porque ocorreu simultaneamente ao fim do subsídio temporário concedido pelo governo federal.
Dessa forma, a redução promovida pela estatal compensou exatamente a retirada da subvenção, mantendo estável o preço final do combustível.
Oriente Médio segue no radar
Apesar da melhora recente do cenário internacional, a Petrobras ainda vê riscos ligados à situação geopolítica.
O mercado acompanha especialmente a retomada gradual do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo antes do conflito.
Assim, embora as tensões tenham diminuído e os preços recuado, a companhia avalia que a normalização completa do mercado ainda depende dos próximos desdobramentos das negociações na região.