
- SUZB3 caiu 4,3%, mas analistas veem movimento exagerado e sem mudança estrutural.
- Analistas veem o desempenho recente como oportunidade, destacando múltiplos abaixo da média e FCF robusto.
- Casas mantêm recomendação de compra, com alvos entre R$ 58 e R$ 83,50.
A Suzano (SUZB3) caiu 4,3% durante o Investor Day, muito abaixo do Ibovespa estável. Mesmo assim, analistas afirmam que o movimento foi exagerado e não reflete mudanças estruturais relevantes.
Itaú BBA e Genial destacam que os desafios de oferta e demanda já eram conhecidos e que fatores macro e interpretações equivocadas ajudaram a derrubar o papel.
Mercado reagiu forte, mas fundamentos seguem sólidos
O Itaú BBA vê chance até de alta de US$ 10 a US$ 20 na celulose (BHKP) em dezembro.
Já a Genial atribui a queda ao dólar mais fraco após cortes de juros nos EUA, ao desconforto com a revisão do TOD e à leitura distorcida sobre possíveis desinvestimentos.
Além disso, segundo a casa, a revisão do TOD reflete apenas inflação e câmbio, e a venda de ativos seria pontual e focada em criação de valor.
Portanto, mesmo com ruídos, analistas afirmam que nada mudou no que sustenta o caso de investimento da companhia.
Casas mantêm recomendações de compra
A Genial projetou R$ 63,50 como preço-alvo em 12 meses, com potencial de alta de 28%, reforçado por FCF yield de 16% em 2026 e ciclo de CAPEX mais leve. SUZB3 ainda negocia a 5,7x EV/Ebitda 2025, abaixo da média histórica de 7x.
Ademais, o Itaú BBA também mantém recomendação outperform, com alvo de R$ 58, destacando disciplina de capital e foco em eficiência. O Bradesco BBI reforça compra e vê a correção como oportunidade.
Por fim, o JPMorgan, por sua vez, segue overweight, com preço-alvo de R$ 83,50, citando baixo custo operacional e avanço consistente na desalavancagem.