
- RD Saúde (RADL3) acumula queda próxima de 40% desde fevereiro.
- Itaú BBA vê pessimismo exagerado e potencial de alta de 20%.
- Operação das farmácias segue apresentando crescimento sólido.
A RD Saúde (RADL3) pode estar sendo penalizada além da conta pelo mercado após a forte queda acumulada neste ano. Segundo o Itaú BBA, o pessimismo em torno da companhia atingiu níveis que já parecem excessivos diante dos fundamentos do negócio.
Além disso, o banco acredita que parte das preocupações envolvendo as canetas emagrecedoras e a concorrência do mercado informal já está refletida no preço das ações.
Queda de 40% acendeu alerta
As ações da RD Saúde acumulam desvalorização próxima de 40% desde fevereiro.
O movimento foi impulsionado principalmente pelas dúvidas sobre o crescimento das vendas de medicamentos para obesidade e diabetes, especialmente os produtos da classe GLP-1.
Por isso, o Itaú BBA revisou suas projeções, mas manteve recomendação neutra para os papéis.
Mercado pode estar exagerando nos riscos
O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 20 para o fim de 2026, indicando potencial de valorização de cerca de 20%.
Segundo os analistas, a desaceleração das vendas do Mounjaro está mais relacionada ao avanço do mercado informal do que à falta de demanda pelos medicamentos.
Além disso, a instituição destaca que a RD Saúde possui vantagens competitivas importantes, como maior presença entre consumidores de alta renda e capacidade financeira para sustentar o crescimento da categoria.
Lucro das lojas segue avançando
Apesar das preocupações com as margens das canetas emagrecedoras, a operação tradicional continua apresentando crescimento consistente.
O lucro bruto por loja avançou 9,2% no quarto trimestre e mais 9,7% no primeiro trimestre de 2026 na comparação anual.
Com isso, o BBA avalia que o mercado pode estar adotando premissas excessivamente conservadoras para os resultados futuros da companhia.