
- Tenda (TEND3) teve nota elevada pela S&P de “brA+” para “brAA-”
- Agência destacou melhora operacional, avanço de margens e geração de caixa
- Desalavancagem deve acelerar até 2027, segundo projeções da S&P
A Tenda (TEND3) teve sua nota de crédito nacional elevada pela S&P de “brA+” para “brAA-”, com perspectiva estável.
Segundo a agência, a decisão reflete a melhora consistente dos resultados operacionais e financeiros da companhia, impulsionada principalmente pelo avanço das vendas e pelas mudanças no programa Minha Casa Minha Vida.
Recuperação operacional sustentou upgrade
A S&P destacou que os resultados entregues em 2025 funcionaram como principal gatilho para a revisão positiva do rating.
Além disso, a agência apontou forte desempenho em lançamentos, crescimento das vendas e disciplina financeira como fatores centrais para a melhora da avaliação de crédito.
A companhia também conseguiu recuperar margens após anos mais pressionados entre 2021 e 2023, período marcado por prejuízos relevantes no setor.
Desalavancagem segue no radar
Segundo a agência, a forte geração de caixa deve acelerar o processo de desalavancagem nos próximos anos.
A expectativa é que a relação entre dívida líquida ajustada e patrimônio líquido recue de cerca de 130% em 2025 para aproximadamente 80% em 2026.
Além disso, o indicador poderá cair para abaixo de 50% a partir de 2027, reforçando a melhora estrutural da companhia.
Guerra e inflação seguem como risco
Apesar do cenário mais positivo, a S&P alertou para riscos ligados ao ambiente macroeconômico global.
Segundo a agência, uma escalada da guerra no Irã pode pressionar petróleo, commodities e inflação no Brasil, elevando custos da construção civil.
Por isso, a companhia deverá manter forte controle orçamentário e disciplina de custos para preservar margens nos próximos trimestres.