
- A Previ administra bilhões de reais e é um dos maiores fundos de pensão do país
- O governo quer evitar novas crises e manter a estabilidade da instituição
- A saída de Fukunaga pode ocorrer nas próximas semanas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja retirar João Fukunaga da presidência da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, devido a uma série de desgastes acumulados em sua gestão.
Segundo interlocutores do governo, Lula se incomodou com as polêmicas que envolveram a Previ nos últimos meses, incluindo um déficit bilionário sob auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).
O governo alertou Lula sobre a relação de Fukunaga com Tiago Cedraz, advogado já investigado na Lava Jato por tráfico de influência. As suspeitas e a crise de gestão aumentaram a pressão pela troca de comando na Previ.
Crise na Previ e auditoria bilionária
O desgaste de João Fukunaga na presidência da Previ ganhou força após a revelação de um rombo bilionário no fundo de pensão, atualmente sob investigação do TCU.
O órgão finalizou um relatório preliminar na última semana, apontando graves irregularidades e indicando necessidade de uma fiscalização mais rigorosa.
- O Tribunal de Contas da União investiga o déficit bilionário no fundo.
- O governo considera a substituição de Fukunaga por conta dos problemas na gestão.
- O relatório técnico do TCU reforçou a necessidade de mudanças no comando da Previ.
A crise na Previ afeta diretamente os funcionários do Banco do Brasil, que temem prejuízos em seus planos de previdência privada.
Relações suspeitas e influência no TCU
Outro fator que aumentou a insatisfação de Lula com João Fukunaga foram suas relações com Tiago Cedraz, advogado conhecido por sua proximidade com ministros do TCU e que já enfrentou investigações por tráfico de influência.
- Cedraz acompanhou Fukunaga em viagens ao exterior, levantando suspeitas no governo.
- O advogado já foi citado em esquemas investigados pela Lava Jato.
- O pai de Tiago, ministro Aroldo Cedraz, se aposentará compulsoriamente em 2026.
As conexões entre o presidente da Previ e o advogado ligado ao TCU geraram desconfiança dentro do governo, que agora avalia a necessidade de uma mudança imediata no comando do fundo.
Pressão por mudanças na Previ
Com o desgaste crescente, Lula e sua equipe estudam um substituto para João Fukunaga, buscando alguém que recupere a confiança dos funcionários do Banco do Brasil e traga maior transparência à gestão da Previ.
- A Previ administra bilhões de reais e é um dos maiores fundos de pensão do país.
- O governo quer evitar novas crises e manter a estabilidade da instituição.
- A saída de Fukunaga pode ocorrer nas próximas semanas.
O Palácio do Planalto e os beneficiários da Previ cobram respostas sobre o rombo bilionário e as medidas para proteger os investimentos.