Criptomoedas vs Fundos

Criptomoedas empatam com Fundos de investimento no brasil

Pesquisa Binance/Locomotiva mostra que 42% dos brasileiros já aplicam em ativos digitais. Poupança ainda lidera, mas busca por altos retornos impulsiona cripto, especialmente entre homens com alta renda e escolaridade.

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Cripto Criptomoedas
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Uma pesquisa recente trouxe um dado que acende o sinal amarelo (ou verde, dependendo do ponto de vista) no mercado financeiro brasileiro: os brasileiros estão investindo em criptomoedas na mesma proporção que aplicam em fundos de investimento tradicionais. Essa informação vem de um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva em parceria com a gigante do mercado cripto, a Binance. De acordo com os resultados divulgados, impressionantes 42% dos brasileiros entrevistados afirmaram já possuir investimentos em ativos digitais, um percentual idêntico aos que declararam investir em fundos. É um empate técnico que mostra a força crescente das moedas digitais no portfólio do investidor nacional.

Apesar desse avanço notável das criptos e dos fundos, é importante colocar os números em perspectiva. O estudo deixa claro que a caderneta de poupança continua sendo a rainha soberana quando o assunto é onde os brasileiros preferem alocar seu dinheiro. A segurança percebida e a tradição ainda falam alto. Além da poupança, outras modalidades também aparecem à frente dos criptoativos e dos fundos na preferência geral: as contas de pagamento que oferecem algum tipo de rendimento (citadas por 55%) e os títulos privados (como CDBs, LCIs, LCAs, mencionados por 50%) ainda são mais populares. A pesquisa ouviu 1.000 pessoas em todo o país, buscando traçar um panorama abrangente.

Diversificação é a Palavra de Ordem, e Cripto Entra no Jogo

O objetivo principal da pesquisa era entender quem é o investidor brasileiro hoje, como ele enxerga o universo das criptomoedas e qual a sua experiência com os diferentes produtos financeiros disponíveis. Os dados revelam um público que busca diversificar: 55% dos entrevistados afirmaram possuir pelo menos três formas diferentes de investimento, enquanto os 45% restantes são ainda mais diversificados, com quatro ou mais tipos de aplicações em suas carteiras. É neste cenário de busca por diferentes opções que os criptoativos vêm ganhando terreno. O acesso facilitado, seja por meio de mais informação e educação financeira ou pelas medidas regulatórias que começam a dar mais segurança jurídica ao setor no Brasil, tem contribuído para essa popularização.

Guilherme Nazar, vice-presidente da Binance para a América Latina, comenta essa tendência, destacando o caráter inerentemente acessível das criptomoedas. “As criptomoedas têm em seu DNA um caráter democrático, permitindo que as pessoas tenham acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis a todos no sistema financeiro tradicional”, afirma. Ele explica que a possibilidade de investir a qualquer hora do dia, começando com valores baixos e usando apenas um celular conectado à internet, são fatores que atraem cada vez mais brasileiros. Nazar reforça que o Brasil é um dos dez mercados mais importantes para a Binance globalmente, e a empresa está focada em oferecer uma experiência “fácil, transparente e segura” com uma vasta gama de produtos.

Por Que os Brasileiros Apostam em Cripto? Alto Retorno Lidera Motivações

Mas o que realmente leva o brasileiro a colocar dinheiro em um mercado conhecido por sua volatilidade? Segundo a pesquisa, o principal chamariz, citado por 20% dos respondentes, é a possibilidade de alto retorno financeiro. A busca por lucros expressivos, mesmo ciente dos riscos, parece ser um motor importante. Logo em seguida, vêm outros atrativos como a alta liquidez (facilidade de comprar e vender rapidamente), a segurança proporcionada pela tecnologia blockchain (apesar dos riscos de mercado), a independência em relação aos sistemas financeiros tradicionais e o baixo custo de manutenção das contas em corretoras de criptoativos.

O mapeamento também traçou um perfil predominante do investidor de cripto no Brasil. A maioria é composta por homens (47% dos que investem), com uma renda média familiar acima de 10 salários mínimos e, predominantemente, com ensino superior completo. Esse perfil sugere que, embora o acesso esteja se democratizando, a maior fatia dos investimentos em cripto ainda está concentrada em um público com maior capital disponível e, possivelmente, maior acesso à informação e tolerância a riscos.

Confiança e a Importância da Educação Financeira

A pesquisa também investigou a percepção de quem já está no jogo. Entre os brasileiros que já investem em criptomoedas e se consideram conhecedores do assunto, a confiança parece ser alta: 66% afirmam que os ativos digitais são, sim, uma boa forma de investimento. Além disso, 62% deles consideram as plataformas e corretoras de criptoativos como seguras e confiáveis para realizar suas operações. Esses números indicam uma satisfação considerável entre os usuários atuais.

Contudo, Guilherme Nazar, da Binance, faz uma ressalva importante sobre a sustentabilidade desse crescimento: a necessidade de conhecimento. “Educação financeira e conhecimento sobre a indústria de criptomoedas são essenciais para a expansão da adoção de forma sustentável”, pontua. Ele acredita que é preciso “equipar a sociedade com informação de qualidade para que todos possam tomar decisões fundamentadas”, um passo crucial para navegar em um mercado tão dinâmico e, por vezes, complexo como o das criptomoedas.

Fernando Américo
Fernando Américo
Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvol