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Fim da linha: Montadoras de veículos podem deixar o Brasil

Foto/Reprodução GDI
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Montadoras de veículos podem deixar o Brasil, à medida que a indústria enfrenta baixa produção e falta de demanda no mercado local.

A indústria automobilística brasileira enfrenta um cenário complicado, com produção e demanda abaixo da média histórica. Apesar do aumento de 8% na produção nos primeiros três meses de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022, o setor ainda enfrenta desafios.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, afirma que montadoras globais podem deixar o país, como ocorreu com a Ford em 2021. Ele atribui a situação à falta de demanda e à crescente concorrência de produtos asiáticos no mercado brasileiro e nos países vizinhos.

Indústria automobilística brasileira enfrenta produção abaixo da média e competição crescente

A indústria automobilística brasileira enfrenta um cenário desafiador, com produção muito abaixo da média histórica e uma crescente concorrência de produtos asiáticos no mercado local e nos países vizinhos.

Apesar dos números aparentemente positivos, com um aumento de 8% na produção nos primeiros três meses de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022, o setor ainda enfrenta grandes desafios.

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, acredita que a atual situação pode levar montadoras globais a deixar o país, a exemplo do que aconteceu com a Ford em 2021.

Ele destaca que a falta de demanda e o aumento da concorrência de produtos asiáticos são fatores que contribuem para essa possibilidade.

Leite menciona que as montadoras brasileiras estão perdendo terreno em alguns mercados no exterior, como Chile e Colômbia. Ele também aponta que os veículos importados da Ásia, que representavam cerca de 2% do mercado nacional há poucos anos, atualmente correspondem a 3,5% a 4% do total.

O presidente da Anfavea enfatiza que o setor precisa crescer e dar sinais de recuperação, algo que ainda não está ocorrendo. Ele também destaca que a questão dos juros altos é um dos principais problemas enfrentados pela indústria atualmente.

Entre as propostas para aquecer o mercado, Márcio de Lima Leite sugere a renovação da frota e a liberação do uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para a compra de veículos. Essa ideia, segundo ele, poderia impulsionar o setor e gerar uma explosão de vendas.

Além disso, o presidente da Anfavea aborda a possibilidade de ressuscitar o carro popular no Brasil, como forma de aquecer o mercado, e comenta sobre as perspectivas para os veículos elétricos no país. Segundo ele, o Brasil já está produzindo caminhões e ônibus elétricos e espera-se que comece a fabricar outros veículos elétricos, em todos os segmentos, nos próximos dois anos.

Entretanto, a produção em larga escala ainda não é esperada, e é importante ter cautela para não abrir demais o mercado para importações. Os investimentos no setor são altos e é necessário tempo para que eles possam valer a pena.