Efeitos da inflação

Governo amplia crédito consignado e já liberou R$ 2 bilhões

Rui Costa destaca impacto positivo na renda dos trabalhadores, enquanto mercado teme efeitos sobre a inflação

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  • O governo federal estendeu o financiamento com desconto em folha para setor privado, antes restrito a servidores públicos e aposentados
  • A medida busca facilitar crédito com taxas menores para trabalhadores formais, impulsionando o acesso ao crédito consignado
  • Rui Costa ressaltou que a iniciativa busca aliviar o peso das dívidas sobre os trabalhadores, oferecendo uma alternativa mais barata

O programa do governo federal que amplia o acesso ao crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada já registrou R$ 2 bilhões em empréstimos contratados.

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, destacou nesta quarta-feira (02) que a medida tem o objetivo de reduzir o endividamento da população. Além de aumentar a renda disponível ao permitir que empréstimos com juros mais altos sejam substituídos por opções mais acessíveis.

Expansão do crédito consignado e impacto no trabalhador

Durante entrevista a rádios do extremo sul da Bahia, Rui Costa ressaltou que a iniciativa busca aliviar o peso das dívidas sobre os trabalhadores. Dessa forma, oferecendo uma alternativa mais barata para quem precisa de crédito.

Segundo o ministro, a adesão ao programa tem sido expressiva desde o lançamento e já resultou na assinatura de R$ 2 bilhões em novos contratos.

“É esse o objetivo, melhorar a renda do trabalhador, diminuindo seu endividamento, diminuindo a prestação que ele paga por um empréstimo. Nesses poucos dias nós já assinamos R$2 bilhões em novos empréstimos”, disse o ministro.

Ele reforçou que o crédito consignado permite que os trabalhadores refinanciem dívidas contraídas a juros elevados, garantindo uma economia significativa no orçamento das famílias.

Preocupação do mercado e possível impacto na inflação

Apesar do otimismo do governo, a ampliação do crédito consignado gerou preocupações entre agentes do mercado financeiro. Especialistas avaliam que a medida pode ir na contramão da política monetária adotada pelo Banco Central, que vem elevando a taxa Selic como estratégia para conter a inflação. O temor é que a maior disponibilidade de crédito impulsione o consumo e pressione os preços.

Atualmente, a inflação medida pelo IPCA acumula alta acima do teto da meta, que é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O Banco Central tem demonstrado preocupação com qualquer fator que possa dificultar a redução da inflação, o que torna o novo programa do governo um ponto de atenção para economistas e investidores.

Desafios e perspectivas para a economia

O governo aposta que a redução do endividamento dos trabalhadores terá um efeito positivo no crescimento econômico ao longo do tempo, aumentando o poder de compra da população e reduzindo o risco de inadimplência. No entanto, o desafio será equilibrar essa estratégia com a necessidade de manter a inflação sob controle.

Especialistas avaliam que o impacto da medida dependerá da forma como os trabalhadores utilizarão os novos empréstimos. A substituição eficiente de dívidas caras por consignados baratos pode reduzir os riscos inflacionários. Porém, um aumento excessivo do endividamento pode obrigar o Banco Central a tomar medidas mais duras contra a inflação.

Nos próximos meses, o desempenho da economia e os indicadores de crédito serão fundamentais para avaliar os efeitos do programa. O governo segue confiante de que a iniciativa trará benefícios à população, enquanto o mercado observa com cautela os desdobramentos dessa política.

Rocha Schwartz
Paola Rocha Schwartz
Estudante de Jornalismo, apaixonada por redação e escrita! Tenho experiência na área educacional (alfabetização e letramento) e na área comercial/administrativ