Musk fora?

Trump sinaliza saída iminente de Elon Musk do governo

Reportagem do site Politico afirma que Trump confidenciou a aliados a saída iminente de Elon Musk do governo. O chefe do 'DOGE' pode deixar o cargo em junho, em meio a relatos de 'imprevisibilidade'.

Trump sinaliza saída iminente de Elon Musk do governo

Uma notícia publicada pelo influente site de política Politico nesta quarta-feira (2) está agitando os bastidores do poder em Washington. Segundo a reportagem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria confidenciado a pessoas de seu círculo íntimo, incluindo membros do alto escalão do governo, que o controverso empresário Elon Musk está prestes a deixar sua posição na administração federal. A informação, se confirmada, representa uma reviravolta significativa, dada a visibilidade e o perfil pouco convencional de Musk.

Atualmente, Elon Musk ocupa um cargo criado especificamente para ele, liderando o chamado Departamento de Eficiência Governamental, conhecido pela sigla DOGE (Department of Governmental Efficiency). A criação deste departamento e a nomeação de Musk foram, por si só, movimentos que geraram muito debate e curiosidade sobre o real impacto que o bilionário da tecnologia teria na máquina pública americana. O Politico baseia sua reportagem em três fontes anônimas, descritas como próximas a Trump, que teriam compartilhado a informação sob a condição de não serem identificadas, uma prática comum no jornalismo político para proteger fontes que temem retaliação.

Estas fontes detalharam o possível cronograma da saída. Segundo elas, a partida de Musk do governo ocorreria ao final de um prazo específico de 130 dias, período durante o qual ele está formalmente designado como um “funcionário especial do governo”. Esse tipo de designação geralmente implica um papel temporário ou focado em projetos específicos, sem as amarras de um cargo permanente. Calculando a partir do início dessa designação, o prazo expiraria no início de junho, o que significa que a saída poderia acontecer nas próximas semanas.

No entanto, a saída do cargo formal não significaria um rompimento total. Um alto funcionário do governo, também falando anonimamente ao Politico, sugeriu que, mesmo após deixar o comando do DOGE, Musk provavelmente manteria um papel informal, atuando como uma espécie de conselheiro externo para a gestão Trump. Isso permitiria que o presidente continuasse a ter acesso às ideias e perspectivas do empresário, mas sem a estrutura e as responsabilidades de um cargo oficial, o que talvez agrade a ambos os lados.

Mas por que Musk estaria de saída?

A reportagem do Politico aponta para um fator chave: a “imprevisibilidade” do empresário. Fontes dentro do governo Trump e aliados externos teriam expressado reclamações sobre o comportamento errático e as declarações públicas de Musk, que muitas vezes fogem do script e podem criar ruídos ou contradições com a linha oficial da administração. Em um ambiente como o governo, onde a estabilidade e a mensagem coordenada são cruciais, a natureza disruptiva de Musk pode ter se tornado um passivo.

Adicionando mais um elemento a esse cenário complexo, Musk sofreu recentemente uma derrota política significativa. Na terça-feira (1º), o candidato que ele apoiou publicamente para uma vaga importante na Suprema Corte do estado de Wisconsin, Brad Schimel, foi derrotado. A vitória coube à juíza considerada progressista, Susan Crawford. Embora seja uma eleição estadual, o envolvimento direto e o apoio de Musk a Schimel transformaram a disputa em um teste de sua influência política, e o resultado negativo não passou despercebido em Washington. Esse revés pode ter contribuído para a percepção de que a presença de Musk no governo talvez não estivesse trazendo os dividendos políticos esperados, ou até mesmo se tornando uma distração.

Até o momento da publicação desta notícia, nem Elon Musk nem o próprio presidente Donald Trump se pronunciaram oficialmente sobre a reportagem do Politico. O silêncio das partes envolvidas mantém a situação em um campo de especulação, embora a credibilidade do veículo e a citação de múltiplas fontes deem peso à informação. A confirmação ou negação oficial é aguardada com expectativa.

Vale lembrar que existe um histórico de tensão entre Donald Trump e o Politico. Em fevereiro, o presidente acusou publicamente o site de notícias de ter recebido dinheiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) durante o governo anterior, de Joe Biden (2021-2025), com o objetivo de publicar notícias favoráveis aos democratas. Na época, o Politico negou veementemente a acusação, explicando que quaisquer pagamentos recebidos do governo federal eram referentes a assinaturas padrão do site por diversas agências governamentais, uma prática comum.

Fernando Américo
Fernando Américo
Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvol