
O principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa abriu o pregão em queda, mas Petrobras e bancos logo inverteram o sinal juntando-se às ações metálicas para sustentar alta.
Com apoio de Petrobras, o Ibovespa tocou os 105 mil pontos na máxima (105.482,72) e há pouco subia aos 104.698,13 (+0,92%), limitado por NY.

Em meio à decisão judicial favorável à manutenção do pagamento de dividendos pela estatal, e o PL 2896/22, que altera a lei das estatais fora da pauta do Senado, segundo fontes da Arko, a petroleira se descola de seus pares e da commodity, que oscila no exterior. O dólar também operou instável e há pouco subia a R$ 5,3305 (+0,56%), enquanto perdia força globalmente (DXY +0,11%, 103,882), com o euro tentando inverter o sinal após o BCE subir juros e sinalizar que o aperto vai continuar.
Ações da Oi sobem mais de 43% após empresa sair de processo de recuperação judicial
Os papéis da Oi disparam mais de 43% nesta manhã. Ontem, a 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou o fim do processo de recuperação judicial da companhia. Na decisão, o juiz Fernando Viana declarou que todas as obrigações da empresa foram cumpridas. Há pouco, Oi ON (#OIBR3) subia 47,06% (R$ 0,25) e Oi PN (#OIBR4) tinha alta de 43,18% (R$ 0,63).
Ultrapar cai após divulgar plano de investimento
As ações da Ultrapar (#UGPA3) recuam 3,07% (R$ 12), a segunda maior queda do Ibovespa, depois de a empresa aprovar plano de investimentos de R$ 2,183 bilhões para o próximo ano. O valor, que não inclui aquisições, prevê aportes em expansão, manutenção e outros gastos de R$ 1,376 bilhão na Ipiranga; R$ 428 milhões na Ultragaz; R$ 317 milhões na Ultracargo; e R$ 61 milhões em outros setores. Em relatório, o Citi destacou a que o Capex veio 23% acima de suas estimativas.
Braskem lidera baixas do Ibovespa com perspectiva negativa de operação
Os papéis da Braskem (#BRKM5) caem 3,29% (R$ 24,37), o pior desempenho do Ibovespa. Participantes do mercado estão atentos às perspectivas de sua operação e os desinvestimentos da Petrobras. Analistas dizem que a empresa é penalizada pela perspectiva negativa para sua operação, que deve ser afetada ainda mais pela situação econômica adversa no exterior.