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Petrobras tem gasolina 15% mais barata que refinarias privadas

A Petrobras enfrenta defasagem nos preços dos combustíveis em relação aos concorrentes privados e ao mercado global

Fonte/Reprodução
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  • Defasagem de preços da Petrobras em relação aos concorrentes privados e ao mercado global.
  • Ausência de reajustes por 172 dias, enquanto a janela de importação esteve fechada por 64 dias.
  • Discrepância de 15% entre os preços da Petrobras e das refinarias privadas.
  • Mudança na política de reajustes dos combustíveis em maio do ano anterior.
  • Rumores sobre possível demissão do presidente da Petrobras e seu impacto nos preços.
  • Próxima reunião do Conselho prevista para 25 de abril, podendo discutir os preços.

Diante da escalada dos preços do petróleo, a defasagem entre os valores praticados pela Petrobras (PETR4) e seus concorrentes privados no mercado brasileiro continua a aumentar. Além disso, a comparação com as cotações internacionais revela disparidades significativas.

A estatal permanece há 172 dias sem reajustar o preço da gasolina, enquanto, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a janela de importação esteve fechada por 64 dias consecutivos.

Em relação ao mercado global, a diferença de preço se situa em uma média de 15% acima dos principais polos de importação do país. Esse cenário é agravado pela desvalorização do real frente ao dólar.

De acordo com um levantamento do Observatório Social do Petróleo (OSP), a discrepância de preços entre a gasolina comercializada pela Petrobras e pelas refinarias privadas é atualmente de cerca de 15%, ou R$ 0,42, representando o maior intervalo desde agosto de 2023.

A Petrobras adotou, em maio do ano anterior, uma nova abordagem para os reajustes dos combustíveis, abandonando a política de paridade de importação (PPI) implantada durante a gestão de Pedro Parente em 2016.

A empresa alega que os reajustes são realizados com base em critérios técnicos e são de responsabilidade da diretoria. Contudo, o Conselho de Administração pode solicitar esclarecimentos sobre a evolução dos preços, o que está previsto para ocorrer na próxima reunião.

Apesar de rumores sobre uma possível demissão do presidente da companhia, Jean Paul Prates, nos últimos dias, isso pode retardar um eventual aumento nos preços da gasolina nas refinarias da estatal. Qualquer alteração nesse sentido abriria espaço para críticas adicionais contra Prates.

Fontes informam que a próxima reunião do Conselho está agendada para o dia da Assembleia Geral Ordinária da empresa, em 25 de abril. No entanto, não há impedimento para que o órgão solicite uma sessão extraordinária para discutir os preços.

Dilema dos acionistas

Ontem (8), os acionistas da Petrobras (PETR4) enfrentam um impasse. Deparados com a decisão de receber ou não mais dividendos, e a incerteza sobre a permanência do atual CEO da empresa. Esses dois dilemas estão exercendo uma influência direta sobre as decisões de compra e venda das ações.

Diante disso, os investidores estão adotando uma postura cautelosa, o que se traduz em uma redução significativa no volume de negociações de PETR4 na B3. A volatilidade das ações também parece ter diminuído, com o volume de negócios atualmente abaixo do padrão, destacando uma hesitação generalizada entre os investidores.

No momento, as ações da Petrobras estão mantendo uma estabilidade relativa, com uma leve tendência de alta. É notável o contraste com o volume de negociações, que está consideravelmente abaixo do usual em comparação com outras ações, como VALE3.

“A consolidação fiscal se iniciou ano passado, vemos agora no início de 2024 um atingimento de bons resultados. Mas é uma agenda que ao longo do tempo será cumprida pela reforma tributária, que vai trazer a recomposição mais abrangente do nosso sistema tributário”

Argumentou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda enfatizou a importância dos dividendos da Petrobras, juntamente com os da Eletrobras e Caixa, para os esforços fiscais do governo. Isso destaca ainda mais a relevância das decisões em torno dos dividendos da Petrobras, não apenas para os acionistas, mas também para as finanças públicas.