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AMAR3 Preço-Alvo 2026: ações da Marisa podem subir?

Conheça melhor o perfil da varejista de moda Marisa (AMAR3) e fique por dentro das perspectivas sobre o preço-alvo das ações para 2026.

AMAR3 Preço-Alvo 2026: ações da Marisa podem subir?

Falar em preço-alvo de AMAR3 para 2026 exige um cuidado maior do que em ações mais líquidas e mais cobertas pelo mercado. A Marisa continua no radar de algumas casas, aparece com cobertura listada no próprio site de Relações com Investidores, teve sinais operacionais de recuperação ao longo de 2025, mas segue cercada por um nível alto de risco, baixa visibilidade e cotação muito deprimida.

Para o investidor que quer descobrir o preço-alvo de AMAR3, o primeiro passo é entender uma diferença importante: preço-alvo não é promessa de retorno, é uma estimativa feita por analistas com base em premissas de lucro, receita, margens, dívida, cenário macroeconômico e comparáveis do setor.

No caso da Marisa, essa estimativa existe como conceito e há página específica para projeções de AMAR3 no Investing, mas a disponibilidade pública de alvos numéricos recentes está bastante limitada.

Marisa atrasa aluguel

Panorama da Marisa em 2026

A Marisa atravessa um processo de reestruturação há algum tempo, buscando melhorar rentabilidade, sortimento, abastecimento e eficiência operacional. Essa trajetória ficou mais visível nos resultados de 2025, que trouxeram uma recuperação importante em relação a 2024, ainda que o quarto trimestre tenha mostrado que a virada está longe de ser linear.

No noticiário recente, a companhia também ganhou alívio em janeiro de 2026, quando o RI registrou fato relevante sobre a decisão do colegiado da CVM pelo não refazimento de demonstrações financeiras, um evento relevante para reduzir ruído sobre governança e números passados.

Ao mesmo tempo, a companhia voltou a enfrentar pressão por negociar abaixo de R$ 1. Reportagem de março de 2026 informa que as ações AMAR3 estavam abaixo desse patamar desde 27 de janeiro de 2026, e que a Marisa teria até 11 de setembro de 2026 para reenquadrar a cotação, com avaliação de eventual grupamento.

Resultados recentes da Marisa

No 1T25, a Marisa reportou lucro líquido de R$ 2,4 milhões, revertendo o prejuízo registrado um ano antes. A receita líquida somou R$ 297,9 milhões, com avanço de 17,7%, enquanto as vendas em mesmas lojas cresceram 19,2%. Foi um trimestre importante porque mostrou melhora simultânea em receita e margens, sugerindo que a reestruturação começava a aparecer de forma concreta nos números.

No 2T25, a companhia voltou a lucrar e reportou lucro líquido de R$ 2,1 milhões, revertendo prejuízo de R$ 102 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi descrito como marcado por forte crescimento de receitas e melhora de margens, reforçando a leitura de continuidade da recuperação operacional.

No 3T25, a Marisa apresentou mais um avanço importante. O lucro líquido ficou em R$ 5,8 milhões, a receita líquida foi de R$ 322,7 milhões e o EBITDA atingiu R$ 101,9 milhões, com margem de 30,6%. Esse foi um dos melhores sinais do ano, porque mostrou eficiência operacional mais forte e ganho relevante de margem.

O 4T25, por sua vez, trouxe uma freada. A Marisa reverteu o lucro e teve prejuízo líquido de R$ 70,3 milhões, com receita líquida de R$ 458 milhões, queda de 2,2% na comparação anual. O EBITDA caiu para R$ 67,3 milhões, e a margem recuou para 14,7%. Ainda assim, no acumulado de 2025, a companhia reduziu o prejuízo líquido para R$ 59,9 milhões, muito abaixo da perda de R$ 315,8 milhões em 2024, enquanto o EBITDA anual chegou a R$ 366,8 milhões, alta de 198,6%.

O que a cotação atual sinaliza

Quando uma ação está negociando perto de R$ 0,90, o investidor pode cair na armadilha de achar que ela está “barata” apenas porque o preço unitário é baixo. Em AMAR3, o valor absoluto da cotação diz pouco sozinho.

O mercado está embutindo dúvidas sobre a consistência da recuperação, a capacidade da companhia de sustentar margens, a pressão do cenário macro no consumo e o risco associado ao fato de o papel estar novamente abaixo de R$ 1.

Tabela de preço-alvo de AMAR3 pelas casas

Como o mercado de AMAR3 está com baixa cobertura pública aberta, a tabela abaixo reflete o que foi possível confirmar em fontes confiáveis e atualizadas. Aqui, a prioridade é precisão, porque usar alvo muito antigo como se fosse projeção de 2026 atrapalha mais do que ajuda.

Casa / FonteSituação da coberturaPreço-alvo público recente encontradoObservação
BTG PactualConsta na cobertura do RINão localizado em fonte aberta recenteO BTG aparece na página de cobertura da Marisa, mas não encontrei alvo 2026 aberto ao público na busca atual.
SafraConsta na cobertura do RINão localizado em fonte aberta recenteA casa segue listada no RI, sem alvo público recente confirmado na busca aberta atual.
Itaú BBAConsta no RI, “em revisão”Não localizadoO próprio RI informa que a cobertura do Itaú BBA está em revisão.
Investing, página de consensoPágina de projeções ativaSem número aberto visível na consulta atualA página de AMAR3 para preço-alvo existe, mas o valor detalhado aparece condicionado a recursos bloqueados ou não exibidos abertamente na consulta atual.

Esse ponto merece destaque. Hoje, o investidor encontra com mais facilidade a existência de cobertura do que o preço-alvo aberto em si. Por isso, a melhor prática para AMAR3 é acompanhar a cobertura pelo RI e monitorar quando relatórios novos forem publicados ou repercutidos na imprensa financeira.

Onde acompanhar o preço-alvo de AMAR3 com mais segurança

  • RI da Marisa, na área de Cobertura de Analistas, para ver quais casas seguem cobrindo o papel.
  • Central de Resultados, para acompanhar releases trimestrais, planilhas e materiais oficiais.
  • Apresentações e conference calls, que ajudam a entender o tom da gestão e as prioridades do trimestre. O RI mostra a apresentação do 4T25 publicada em 2 de abril de 2026.
  • Página de consenso do Investing, útil para checar se o consenso volta a exibir alvo numérico em aberto.
  • Coberturas jornalísticas de Reuters, InfoMoney e veículos financeiros, que costumam repercutir relatórios e mudanças de recomendação.

Vale a pena investir em AMAR3 em 2026?

AMAR3 é uma ação para perfil de risco elevado. A empresa mostrou evolução operacional importante ao longo de 2025, conseguiu reduzir fortemente o prejuízo anual e entregou trimestres com retorno ao lucro e margens melhores. Isso sustenta a tese de que houve progresso real na reestruturação.

Ao mesmo tempo, o papel segue com muitos pontos de atenção. O 4T25 veio fraco, a ação continua negociando em faixa de centavos, existe pressão para reenquadramento na B3, e a cobertura pública com preço-alvo aberto está enxuta. Para o investidor conservador, isso sugere prudência. Para o investidor especulativo, AMAR3 pode entrar como tese de turnaround, desde que com posição pequena, acompanhamento frequente e consciência de que a volatilidade tende a permanecer alta.

Em resumo, vale a pena investir em AMAR3 apenas para quem entende que está olhando mais para uma aposta de recuperação do que para uma história madura e previsível. O fator decisivo para 2026 será a capacidade de a Marisa transformar melhora operacional pontual em consistência de lucro, geração de caixa e percepção de menor risco.

Anna Oliveira
Anna Oliveira

Formada em Letras pela UFPR, é redatora e professora de português.

Formada em Letras pela UFPR, é redatora e professora de português.