Valor bilionário

Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) impulsionam lucro recorde das estatais

Empresas federais lucraram R$ 169,4 bilhões em 2025, enquanto Correios ampliaram prejuízo bilionário.

Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) impulsionam lucro recorde das estatais
  • Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) lideraram lucro recorde das estatais em 2025.
  • Empresas federais somaram R$ 169,4 bilhões de lucro, alta de 45,4%.
  • Correios registraram prejuízo de R$ 8,46 bilhões e tiveram o pior desempenho do grupo.

As estatais federais encerraram 2025 com lucro líquido de R$ 169,4 bilhões, resultado 45,4% superior ao registrado no ano anterior. O desempenho foi puxado principalmente por Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e BNDES, que concentraram mais de 90% dos ganhos do setor.

Além disso, os investimentos das empresas controladas pela União atingiram R$ 115,9 bilhões, consolidando o terceiro ano consecutivo de expansão.

Petrobras lidera disparada dos lucros

O principal destaque do levantamento foi a Petrobras.

A estatal registrou lucro líquido de R$ 110,6 bilhões em 2025, avanço de 198,9% em relação ao ano anterior.

Além disso, a companhia alcançou produção recorde de 4,32 milhões de barris de óleo equivalente por dia, reforçando sua importância nos resultados das empresas federais.

Investimentos batem novo recorde

Segundo o Ministério da Gestão e Inovação, os investimentos das estatais cresceram 115% em comparação com 2022.

O volume aplicado alcançou R$ 115,9 bilhões no ano passado, enquanto o faturamento conjunto das empresas chegou a R$ 1,4 trilhão.

Com isso, os ativos totais ultrapassaram R$ 7,2 trilhões e o patrimônio líquido das estatais superou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão.

Correios ampliam prejuízo e viram destaque negativo

Enquanto Petrobras, Banco do Brasil e BNDES puxaram os resultados para cima, os Correios registraram o pior desempenho entre as estatais.

A empresa encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,46 bilhões, uma deterioração de 245,6% em comparação ao ano anterior.

Mesmo assim, o resultado consolidado permitiu a distribuição de R$ 84,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas, dos quais R$ 45,8 bilhões foram destinados à União.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.