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Os melhores ETFs de Cannabis para 2025

Conheça os melhores ETFs de Cannabis para 2026 e descubra como diversificar seus investimentos com segurança e potencial de crescimento.

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O mercado de cannabis já viveu momentos de forte euforia, especialmente entre 2020 e 2021, quando a expectativa de legalização ampla e crescimento acelerado impulsionou ações e ETFs do setor. Desde então, porém, a realidade se mostrou bem mais dura: muitas empresas perderam valor, diversos fundos encolheram ou foram encerrados, e o segmento passou por uma forte correção.

Em 2026, investir em cannabis está longe de ser uma aposta óbvia. Trata-se de um setor ainda altamente volátil, sensível a mudanças regulatórias e marcado por um processo de consolidação. Por outro lado, justamente após esse período de ajuste, alguns ETFs conseguiram sobreviver, mantendo liquidez, estrutura sólida e exposição a empresas que seguem operando no mercado.

Neste cenário, falar em “melhores ETFs de cannabis” não significa prometer grandes retornos ou repetir a narrativa de crescimento exponencial do passado. Aqui, o foco é outro: analisar quais fundos ainda fazem sentido acompanhar, quais estratégias eles adotam, que tipo de investidor pode se beneficiar desse tipo de exposição e, principalmente, quais são os riscos envolvidos.

Ao longo deste guia, você vai entender o que são os ETFs de cannabis, o que mudou no setor nos últimos anos e quais opções ainda merecem atenção em 2026, sempre com uma visão cautelosa e alinhada ao perfil de quem busca diversificação, e não apostas fáceis.

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O que são ETFs de Cannabis e como funcionam em 2026

Os ETFs de cannabis são fundos negociados em bolsa que reúnem ações de empresas ligadas ao setor da cannabis em um único produto. Em vez de investir diretamente em uma empresa específica, como produtoras, distribuidoras ou farmacêuticas, o investidor compra cotas de um fundo que acompanha um conjunto dessas companhias.

Na prática, esses ETFs buscam replicar índices ou estratégias que envolvem diferentes etapas da cadeia da cannabis, como cultivo, processamento, distribuição e pesquisa médica baseada em canabinoides. A principal vantagem desse modelo é a diversificação, já que o desempenho do investimento não depende exclusivamente do sucesso (ou fracasso) de uma única empresa.

Em 2026, porém, é importante entender que os ETFs de cannabis não são todos iguais e muitos dos fundos lançados durante o auge da euforia simplesmente não resistiram ao período de correção do mercado. Hoje, os ETFs que permanecem ativos tendem a adotar estratégias mais seletivas, com foco em empresas financeiramente mais sólidas, maior liquidez e exposição mais equilibrada ao setor.

Outro ponto fundamental é que esses ETFs são negociados principalmente nas bolsas dos Estados Unidos e do Canadá. Para o investidor brasileiro, o acesso acontece por meio de corretoras internacionais, já que não existem ETFs de cannabis listados diretamente na B3. Isso adiciona fatores como variação cambial, custos operacionais e regras específicas de tributação à análise.

Portanto, investir em ETFs de cannabis em 2026 não significa apostar cegamente em um setor “em alta”, mas sim avaliar com cuidado a proposta de cada fundo, sua composição, riscos e o papel que esse tipo de ativo pode ter dentro de uma carteira bem diversificada.

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O que mudou no mercado de ETFs de Cannabis nos últimos anos

Entre 2021 e 2024, o mercado de cannabis passou por uma das correções mais severas entre os setores temáticos globais. A combinação de expectativas exageradas, crescimento sem rentabilidade, excesso de empresas listadas e frustrações regulatórias, principalmente nos Estados Unidos, levou a uma queda generalizada nos preços das ações e, consequentemente, dos ETFs do setor.

Durante o período de maior euforia, muitos investidores apostaram na legalização federal da cannabis nos EUA como um evento iminente. Essa expectativa não se confirmou no ritmo esperado.

Embora avanços regulatórios tenham ocorrido, como maior aceitação da cannabis medicinal e discussões sobre reclassificação da substância, o cenário permaneceu fragmentado, com regras diferentes em cada estado e barreiras relevantes para empresas operarem de forma lucrativa.

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Mas afinal, o que são ETFs de Cannabis? Conheça agora os melhores ETFs de Cannabis para 2025 e descubra porque diversificar seus investimentos em novos mercados – ou não. Então, vamos lá?

Outro ponto importante foi o modelo de negócios adotado por muitas companhias do setor. Grande parte delas priorizou expansão rápida, aquisições e aumento de capacidade produtiva, mas sem conseguir gerar fluxo de caixa consistente. Com juros mais altos e acesso ao crédito mais restrito a partir de 2022, essas fragilidades ficaram evidentes, levando a falências, fusões forçadas e forte diluição de acionistas.

Como reflexo direto, diversos ETFs de cannabis perderam patrimônio, reduziram liquidez ou foram encerrados. Os fundos que sobreviveram passaram a adotar uma postura mais conservadora, com carteiras menores, foco em empresas operacionais e menor exposição a apostas altamente especulativas.

Hoje, o setor já não é visto como uma “tendência explosiva”, mas como um mercado em consolidação, com potencial de recuperação gradual e não de crescimento acelerado.

Critérios usados para selecionar os melhores ETFs de Cannabis para 2026

Depois da forte correção do setor, não faz mais sentido avaliar ETFs de cannabis apenas com base em rentabilidade passada. Em 2026, o foco precisa ser sobrevivência, estrutura e coerência da estratégia. Por isso, a seleção dos melhores ETFs de cannabis neste guia considera critérios mais sólidos e alinhados com o cenário atual do mercado.

1. ETF ativo e operacional

O primeiro filtro é simples, mas essencial: o fundo precisa estar ativo, operando normalmente e com estrutura estável. Muitos ETFs de cannabis foram encerrados ou esvaziados nos últimos anos, o que torna esse critério indispensável.

2. Liquidez e patrimônio sob gestão (AUM)

ETFs com baixa liquidez tendem a apresentar spreads maiores e maior dificuldade de entrada e saída. Em 2026, priorizamos fundos com:

  • Volume diário consistente
  • Patrimônio sob gestão relevante
  • Menor risco de fechamento

3. Exposição real ao setor de cannabis

Alguns ETFs usam o nome “cannabis”, mas têm pouca exposição direta ao setor. Aqui, o foco é em fundos que realmente investem em:

  • Empresas operacionais do setor
  • Cannabis medicinal
  • Biotecnologia ligada a canabinoides
  • Multistate operators (MSOs), quando permitido pela estrutura do fundo

4. Evitar ETFs alavancados e inversos

ETFs alavancados (2x, 3x) ou inversos não foram considerados como “melhores”, pois:

  • São instrumentos de curtíssimo prazo
  • Sofrem erosão de valor ao longo do tempo
  • Não são adequados para estratégias de médio ou longo prazo

Esses produtos existem, mas não se encaixam na proposta deste guia.

5. Estratégia e composição da carteira

Também foi avaliado:

  • Grau de concentração das posições
  • Peso excessivo em poucas empresas
  • Exposição geográfica (EUA, Canadá, internacional)
  • Presença de empresas com histórico de geração de receita

6. Perfil de risco e objetivo do investidor

Por fim, é importante reforçar: todos os ETFs de cannabis são investimentos de alto risco. A diferença está no nível de volatilidade, na qualidade da carteira e no papel que esse ativo pode ter dentro de uma estratégia de diversificação, nunca como posição central da carteira.

Os melhores ETFs de Cannabis para 2026

Em 2026, poucos ETFs de cannabis seguem relevantes. Os fundos listados abaixo continuam ativos, com alguma liquidez e uma proposta mais alinhada ao cenário atual do setor, que hoje é de consolidação e não de euforia.

AdvisorShares Pure US Cannabis ETF (MSOS)

  • Foco em empresas de cannabis que atuam nos Estados Unidos
  • Forte exposição aos chamados multistate operators
  • Um dos ETFs mais diretos para quem busca exposição ao mercado americano
  • Alto risco e alta volatilidade

Indicado para investidores com perfil arrojado e tolerância a oscilações.

Amplify Alternative Harvest ETF (MJ)

  • Um dos ETFs de cannabis mais tradicionais do mercado
  • Exposição global, com empresas dos EUA, Canadá e outros países
  • Carteira mais diversificada dentro do setor
  • Volatilidade elevada, mas menos concentrada

Indicado para quem busca exposição mais ampla ao setor.

Cambria Cannabis ETF (TOKE)

  • Taxa de administração mais baixa em comparação a outros ETFs do setor
  • Estratégia mais criteriosa na seleção das empresas
  • Menor dependência de apostas especulativas

Indicado para quem quer acompanhar o setor com atenção aos custos.

Amplify Seymour Cannabis ETF (CNBS)

  • ETF com gestão ativa
  • Carteira ajustada conforme as condições do mercado
  • Maior dependência das decisões do gestor

Indicado para investidores que aceitam gestão ativa e maior risco.

AdvisorShares Pure Cannabis ETF (YOLO)

  • Exposição global ao setor de cannabis
  • Gestão ativa e carteira mais flexível
  • Fundo menor, com atenção necessária à liquidez

Indicado para quem busca diversificação global e entende os riscos adicionais.

Vale a pena investir em ETFs de cannabis em 2026?

Investir em ETFs de cannabis em 2026 pode fazer sentido, mas apenas para um perfil específico de investidor. Diferente do que aconteceu no auge da euforia do setor, hoje a cannabis não é vista como uma aposta óbvia de crescimento acelerado, e sim como um mercado em recuperação lenta, ainda cheio de incertezas.

O principal ponto a considerar é o risco. O setor segue altamente dependente de decisões regulatórias, especialmente nos Estados Unidos, além de enfrentar desafios operacionais, margens apertadas e consolidação entre empresas. Isso significa que oscilações fortes de preço continuam sendo comuns, mesmo nos ETFs mais conhecidos.

Por outro lado, após a grande correção dos últimos anos, alguns investidores enxergam os ETFs de cannabis como uma forma de exposição temática com potencial de valorização no longo prazo, caso o ambiente regulatório avance e empresas mais sólidas consigam se destacar. Nesse contexto, os ETFs funcionam melhor como instrumento de diversificação, e não como investimento principal da carteira.

Para o investidor conservador, os ETFs de cannabis geralmente não são indicados. Já para quem tem perfil mais arrojado, entende o funcionamento do setor e aceita volatilidade, eles podem ocupar uma pequena parcela do portfólio, sempre com cautela e visão de longo prazo.

Em resumo, investir em ETFs de cannabis em 2026 não é uma questão de “vale ou não vale” para todo mundo. O mais importante é entender que se trata de um investimento de alto risco, que exige paciência, acompanhamento e uma alocação compatível com esse nível de incerteza.

Anna Oliveira
Anna Oliveira

Formada em Letras pela UFPR, é redatora e professora de português.

Formada em Letras pela UFPR, é redatora e professora de português.