
- Brasil ainda tem papel pequeno, com destaque para a Vale (VALE3).
- Demanda global por cobre deve atingir níveis recordes até 2030.
- China domina 45% do refino mundial, seguida por Congo e Chile.
O cobre se tornou o mineral crítico mais importante do mundo. Essencial para a transição energética, ele está presente em sistemas de geração, transmissão e consumo de eletricidade, um pilar da economia global.
Com a rápida eletrificação de setores industriais e o aumento da demanda energética dos data centers, especialistas projetam recordes de consumo nos próximos anos. A previsão é de escassez já na próxima década.
O papel do cobre na nova economia
De alta condutividade, o cobre é insubstituível na fabricação de cabos, motores e equipamentos elétricos. Sua importância cresce à medida que o mundo substitui combustíveis fósseis por energia limpa e veículos elétricos.
O metal é extraído principalmente de minérios como calcopirita e bornita, com teores entre 0,3% e 5% de cobre. A exploração ocorre tanto em minas subterrâneas quanto a céu aberto, o que amplia a complexidade logística e os custos.
Mesmo com avanços tecnológicos, a oferta global do metal não acompanha o ritmo da demanda. Diversas consultorias já alertam para déficit estrutural de cobre a partir de 2030.
China e Chile lideram o refino global
No refino, a China domina o mercado, responsável por cerca de 45% do cobre refinado mundialmente, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Em seguida, aparecem a República Democrática do Congo (8%) e o Chile (6%).
Além disso, entre as principais produtoras globais estão Codelco (Chile), BHP (Austrália), Glencore (Suíça), Freeport-McMoRan (EUA) e as chinesas Jiangxi Copper, Jinchuan Group e Dongying Fangyuan.
Portanto, a liderança asiática reforça a dependência de países ocidentais em relação ao mercado chinês, especialmente para a produção de tecnologias verdes e infraestrutura elétrica.
Brasil ainda busca espaço no mapa
Apesar de abrigar grandes reservas, o Brasil ainda é irrelevante no cenário global de cobre. A Vale (VALE3) lidera a produção nacional com os complexos de Salobo e Sossego, ambos localizados no sudeste do Pará.
Ademais, a mineradora planeja expandir sua capacidade produtiva na região, mas enfrenta desafios logísticos e ambientais. Além dela, Lundin Mining, em Goiás, e Ero Brasil, na Bahia, também produzem volumes significativos.
Por fim, no refino, apenas a Paranapanema transforma o mineral em metal no país. A empresa, com fábricas na Bahia, São Paulo e Espírito Santo, está em recuperação judicial desde 2022, o que limita o avanço da indústria nacional.