Metais preciosos

Ouro dispara, quebra recorde e puxa rali histórico da prata

Metais preciosos avançam com dólar fraco, expectativa de juros menores nos EUA e tensão geopolítica.

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  • Ouro fecha em US$ 4.505,70 e renova recorde histórico
  • Expectativa de juros menores nos EUA sustenta rali dos metais
  • Prata sobe 3,75% e ultrapassa US$ 70 pela primeira vez

Os metais preciosos fecharam em forte alta na terça-feira, 23, ampliando o rali recente nos mercados internacionais. O movimento ocorreu em meio ao enfraquecimento do dólar e ao aumento da busca por proteção.

Além disso, investidores reagiram à perspectiva de cortes de juros nos Estados Unidos e ao avanço de conflitos internacionais. Com isso, ouro, prata e platina renovaram máximas históricas.

Ouro atinge novo patamar histórico

O ouro negociado na Comex avançou 0,81% e encerrou o dia cotado a US$ 4.505,70 por onça-troy. Assim, o metal renovou seu recorde nominal.

Além disso, o ativo estendeu os ganhos da sessão anterior, sustentado pela expectativa de juros mais baixos no longo prazo. Com isso, o custo de oportunidade do metal segue em queda.

Enquanto isso, o mercado passou a tratar a faixa acima de US$ 4.500 como um novo nível de equilíbrio. Portanto, o ouro entra em território de preços historicamente elevados.

Prata rompe marca inédita

A prata registrou uma das maiores altas do dia, com avanço de 3,75%. Assim, o contrato para março fechou a US$ 71,137 por onça-troy.

Com isso, o metal superou pela primeira vez o patamar de US$ 70, refletindo forte demanda especulativa e defensiva. Além disso, o movimento acompanhou o rali do ouro.

Por outro lado, a prata também se beneficia de expectativas ligadas à atividade industrial. Portanto, o ativo capturou tanto o fluxo de proteção quanto o de crescimento.

Platina e juros no radar

A platina teve o maior ganho percentual da sessão, com alta de 9,5%, encerrando a US$ 2.287,40. Assim, o metal também renovou máxima histórica.

Enquanto isso, o mercado segue atento à política monetária americana. Apesar da expectativa de manutenção dos juros na próxima reunião, investidores já precificam ao menos dois cortes em 2026.

Além disso, a intensificação de tensões geopolíticas reforçou a busca por ativos reais. Com isso, metais preciosos mantêm viés positivo no curto prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.