
- Casas Bahia (BHIA3) aprovou aumento de capital de R$ 1,03 bilhão
- Reestruturação deve cortar R$ 3 bilhões da dívida
- Empresa emitiu 278,1 milhões de ações via conversão de debêntures
A Casas Bahia (BHIA3) aprovou um aumento de capital de R$ 1,03 bilhão após concluir a conversão de debêntures em ações, etapa-chave da sua reestruturação financeira. A companhia comunicou a decisão ao mercado por meio de fato relevante enviado à CVM.
Do total aprovado, a empresa direcionou R$ 10,3 milhões ao capital social, enquanto alocou o valor restante na reserva de capital, em linha com a legislação societária.
Conversão acelera redução da dívida
A varejista realizou o aumento de capital por meio da emissão de 278,1 milhões de novas ações ordinárias, todas nominativas e escriturais.
A conversão envolveu a 3ª série da 11ª emissão de debêntures.
Com isso, a companhia transformou dívida financeira em participação acionária, reduzindo a pressão sobre o balanço e fortalecendo o patrimônio líquido.
Além disso, a operação seguiu integralmente as condições previstas na Escritura de Emissão, sem ajustes extraordinários.
Capital social sobe e ações disparam
Após a operação, o capital social da Casas Bahia (BHIA3) avançou de R$ 7,09 bilhões para R$ 7,10 bilhões.
Ao mesmo tempo, o número de ações ordinárias aumentou de 653,8 milhões para 932 milhões.
A administração tomou a decisão com base no artigo 166 da Lei das S.A., respeitando o limite de capital autorizado no estatuto social.
Dessa forma, a companhia reforçou sua estrutura patrimonial sem promover alterações estatutárias.
Reestruturação ganha tração
A aprovação do aumento ocorre logo após a empresa anunciar a conclusão do processo de reestruturação, iniciado em 2023.
Segundo a própria Casas Bahia, a estratégia deve reduzir o endividamento em cerca de R$ 3 bilhões.
Além disso, a companhia projeta uma economia de R$ 4,7 bilhões em despesas financeiras entre 2026 e 2030, o que amplia a previsibilidade de caixa.
Por fim, a conversão das debêntures amplia a flexibilidade financeira e cria espaço para novas decisões estratégicas.