
- Petrobras (PETR4) fechou ACT com IPCA + 0,5% de ganho real
- Acordo evitou dissídio no TST e não afetou produção
- FNP assinou por último e encerrou a greve
A Petrobras (PETR4) encerrou a greve dos petroleiros ao fechar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025–2027 com reajuste de 100% do IPCA mais 0,5% de ganho real. A FNP foi a última entidade a assinar, destravando o impasse.
A estatal afirmou que a paralisação não afetou a produção nem o abastecimento, enquanto o acordo evitou um dissídio no TST previsto para esta sexta-feira (2).
Quatro versões até o acordo
A negociação durou cerca de quatro meses e passou por quatro propostas. A Petrobras começou com 80% do INPC em 2025 e 100% do INPC em 2026.
Na quarta contraproposta, a empresa avançou para IPCA integral do ano-base mais 0,5% de aumento real, ponto que destravou a assinatura.
Com isso, sindicatos encerraram a greve e retomaram a normalidade das atividades.
Posição dos sindicatos
A FNP, que representa cerca de 20% da força de trabalho, avaliou o acordo como vitória parcial e cobrou avanços no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
Além disso, a federação afirmou que recomposições salariais de anos anteriores não entraram no ACT, citando reajustes abaixo da inflação no passado.
Mesmo assim, a assinatura conjunta com a FUP garantiu o encerramento do movimento.
Impacto e próximos passos
A Petrobras manteve a operação durante a greve e reforçou a continuidade do abastecimento.
Ademais, com o ACT assinado, a companhia reduz ruído trabalhista em um momento de foco do mercado em dividendos e governança.
Agora, a pauta migra para o PCCS, que deve voltar à mesa nos próximos meses.