
- Greve da Petrobras (PETR4) terminou após FNP aceitar contraproposta
- Petrobras afirma que não houve impacto na produção ou no abastecimento
- Paralisação durou 16 dias e envolveu disputa sobre fundo de pensão
A greve na Petrobras (PETR4) chegou ao fim após a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) aceitar a contraproposta apresentada pela estatal para o novo acordo coletivo de trabalho. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (31).
A paralisação já havia perdido força após a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindipetro-NF aceitarem a proposta na terça-feira (30). No entanto, sindicatos ligados à FNP ainda mantinham a greve, inclusive na Bacia de Santos, principal polo de produção de petróleo e gás do país.
Impasse envolvia fundo de pensão
A greve começou após divergências sobre o déficit no fundo de pensão da Petrobras e sobre mudanças na política de remuneração dos funcionários. As negociações se arrastaram por mais de duas semanas.
Segundo a FNP, o movimento ultrapassou a pauta salarial e passou a questionar a estratégia da companhia, especialmente o foco em distribuição de dividendos.
Em nota, a federação afirmou que buscou enfrentar uma política que, segundo o grupo, prioriza acionistas em detrimento dos trabalhadores.
Petrobras confirma fim da greve
Em comunicado separado, a Petrobras (PETR4) confirmou o encerramento da greve, após a adesão de todos os sindicatos à proposta apresentada pela companhia.
A estatal, porém, não divulgou detalhes dos termos do acordo firmado com as entidades representativas.
Ainda assim, a empresa reforçou que a paralisação não afetou a produção nem o abastecimento de combustíveis no mercado brasileiro.
Produção seguiu normal
Durante todo o período de greve, a Petrobras sustentou que manteve as operações estratégicas em funcionamento.
Ademais, a companhia também afirmou que os planos de contingência garantiram a continuidade da produção de óleo e gás, especialmente nas unidades offshore.
Desse modo, com o fim da paralisação, a estatal retoma a normalidade das relações trabalhistas em um momento de atenção do mercado à política de dividendos.