
- Lucro do 4T25 da Movida (MOVI3) superou consenso em 42%, alcançando R$ 102 milhões
- Receita de locação cresceu 17%, com margem EBITDA consolidada de 40,7%
- Alavancagem caiu para 2,6x, reforçando a leitura de recuperação financeira
A Movida (MOVI3) entregou um 4T25 acima das expectativas, com lucro líquido de R$ 102 milhões, superando em 42% o consenso do mercado e em 31% as estimativas do Santander, segundo prévia operacional divulgada pela companhia.
O resultado fortalece a leitura de virada operacional, sustentada por crescimento de receitas, expansão de margens e queda relevante da alavancagem, fatores que tendem a gerar reação positiva das ações.
Receita cresce forte e sustenta desempenho
A companhia registrou receita consolidada de R$ 3,66 bilhões no 4T25, avanço de 13% na comparação anual, puxado pelo crescimento do segmento de locação (RAC + GTF).
As receitas de locação somaram R$ 2,1 bilhões, alta de 17% em um ano, enquanto o negócio de seminovos alcançou R$ 1,6 bilhão, com expansão de 13% no mesmo período.
Esse avanço confirma a normalização operacional e maior eficiência comercial, mesmo em um ambiente ainda competitivo no setor.
Margens elevadas impulsionam EBITDA
O EBITDA consolidado atingiu R$ 1,5 bilhão, com margem de 40,7%, nível considerado elevado para o setor e em linha com as projeções do mercado.
No segmento de locação, a margem EBITDA ficou em 70,3%, enquanto os seminovos mantiveram margem de 1,0%, estável em relação ao trimestre anterior.
A combinação de crescimento e margens robustas reforça a qualidade do resultado operacional apresentado no trimestre.
Lucro e alavancagem reforçam tese positiva
O lucro líquido de R$ 102 milhões representa uma alta de 65% na comparação anual, além de ficar 24% acima do centro do guidance divulgado pela própria empresa para o trimestre.
Ao mesmo tempo, a alavancagem caiu para 2,6 vezes dívida líquida/EBITDA no fim de 2025, posicionando-se no limite inferior da meta da companhia.
Esse movimento reduz riscos financeiros e amplia o espaço para geração de valor ao acionista nos próximos trimestres.