
- Eleven vê risco de excesso de otimismo em empresas de IA.
- OpenAI, Anthropic e SpaceX seguem no centro das atenções do mercado.
- Infraestrutura digital e data centers aparecem como alternativas mais defensivas para investir no tema.
O avanço da inteligência artificial (IA) e as expectativas em torno de futuras aberturas de capital de empresas como OpenAI e Anthropic reacenderam uma velha discussão de Wall Street: o mercado está diante de uma nova bolha tecnológica?
Segundo relatório da Eleven, o forte interesse dos investidores e os valuations bilionários de empresas ligadas à IA exigem cautela, embora ainda não existam sinais tão extremos quanto os observados durante a bolha das empresas de internet no início dos anos 2000.
Valuations elevados acendem alerta
A análise destaca que companhias ligadas à inteligência artificial vêm negociando com múltiplos considerados agressivos.
Entre os exemplos citados está a SpaceX, que chegou ao mercado com valuation próximo de US$ 1,8 trilhão e múltiplos muito acima da média de outros setores.
Apesar disso, a Eleven ressalta que os níveis atuais ainda estão longe dos excessos registrados durante a bolha pontocom, quando algumas empresas chegaram a negociar a mais de 1.600 vezes seus resultados.
Corrida pela IA exige investimentos bilionários
O relatório aponta que a disputa entre gigantes da tecnologia envolve gastos cada vez maiores com infraestrutura.
Empresas como OpenAI, Anthropic e outras desenvolvedoras de modelos de linguagem dependem de centros de processamento de dados, semicondutores e enorme capacidade computacional para sustentar o crescimento da IA.
Por isso, o mercado acompanha não apenas o desenvolvimento dos modelos, mas também a corrida para financiar data centers e novas estruturas tecnológicas.
Onde investir sem apostar diretamente nas gigantes
Para quem teme uma eventual bolha, a Eleven vê alternativas mais defensivas para se expor ao tema.
A principal aposta está em empresas ligadas à infraestrutura digital, especialmente aquelas que fornecem a base física necessária para o funcionamento da inteligência artificial.
Nesse contexto, a casa destaca o ETF DTCR39, que investe em data centers e ativos ligados à expansão da capacidade computacional, considerada uma das principais tendências de longo prazo do setor.