
A OceanPact (OPCT3) e a CBO Offshore anunciaram nesta sexta-feira (27) a fusão de suas operações, em uma transação que cria a segunda maior empresa de serviços marítimos para a indústria de petróleo e gás no Brasil e a quinta maior do mundo no setor.
A operação foi estruturada por meio de uma troca de ações. Pelo acordo, os acionistas da CBO passarão a deter aproximadamente 57% da nova companhia, enquanto os acionistas da OceanPact ficarão com os 43% restantes. A nova gigante nasce com um faturamento anual de R$ 4 bilhões e um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado de quase R$ 1,8 bilhão.
Estrutura e Frota
A frota combinada das duas empresas totaliza 73 navios, ficando atrás apenas da americana Edison Chouest, que opera 78 embarcações no país. Segundo fontes ligadas à transação, a união busca capturar sinergias operacionais e comerciais: enquanto a OceanPact é reconhecida por sua força comercial e baixa ociosidade, a CBO destaca-se pela excelência operacional e disponibilidade de frota.
A estrutura acionária da nova entidade será composta por:
- Lado CBO: Vinci Partners e Pátria Investimentos (38% cada), BNDESPar (18%) e um grupo de investidores italianos.
- Lado OceanPact: Flavio Andrade (fundador e CEO, com 30%), a gestora Dynamo (12,3%), executivos da companhia (9,5%) e Hix Capital (7,5%).
Alavancagem e Estratégia
A alavancagem da nova empresa será de 2,6 vezes o EBITDA, patamar superior aos 1,7x atuais da OceanPact, mas considerado sustentável dado o forte fluxo de caixa das operações. Além do suporte às plataformas de petróleo, a fusão deve impulsionar a vertical de descomissionamento de plataformas, área em que a OceanPact tem expandido e que poderá utilizar ativos da frota da CBO.
A conclusão do negócio ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).