
- Fusão cria empresa com 73 embarcações e R$ 13,6 bi em contratos
- Acionistas da CBO ficarão com 57,86% da companhia
- Analistas veem maior geração de caixa e desalavancagem
A Oceanpact (OPCT3) anunciou a fusão com a CBO e formará uma nova companhia de grande porte no setor offshore. Mesmo assim, o mercado reagiu de forma negativa: por volta de 12h33, os papéis caíam 2,2%, a R$ 9,35.
A operação prevê a emissão de 274,5 milhões de novas ações, deixando os atuais acionistas da CBO com 57,86% do capital da empresa combinada.
O que muda com a fusão
A nova empresa nasce com 73 embarcações e uma carteira de contratos de aproximadamente R$ 13,6 bilhões.
Além disso, a frota da CBO é mais moderna, o que reduz custos operacionais e melhora a eficiência.
Segundo o Bradesco BBI, a companhia deve se tornar o segundo maior operador de apoio offshore do Brasil.
Por que analistas gostaram
O JP Morgan classificou a transação como estrategicamente sólida. A CBO possui margens mais altas e melhor conversão de caixa.
A companhia combinada também deve avançar na desalavancagem e ampliar a geração de caixa.
Outro ponto importante é que eventuais recursos da ação judicial contra a Petrobras (PETR3; PETR4) serão distribuídos integralmente aos atuais acionistas da Oceanpact, sem diluição.
Então por que a ação caiu?
O mercado teme volatilidade no curto prazo por causa da integração das operações e do fim do lock-up dos novos acionistas.
Além disso, fusões costumam gerar incerteza operacional no início.
Mesmo assim, bancos seguem otimistas e o JPMorgan reiterou recomendação overweight com preço-alvo de R$ 11.