
- ONCO3 obtém liminar que impede interferência do BRB nos FIPs
- BRB detém 8,68% da companhia após sucessão do Banco Master
- A Justiça tomou uma decisão provisória que as partes ainda podem contestar
A Oncoclínicas (ONCO3) conseguiu na Justiça uma tutela antecipada que impede o BRB (BSLI3) de promover mudanças na gestão ou na governança dos fundos que detêm ações da companhia.
Além disso, a decisão também proíbe o banco de dispor das cotas e dos ativos desses FIPs, o que preserva a estrutura atual enquanto o mérito do caso segue em análise.
Liminar bloqueia interferência nos fundos
Segundo comunicado ao mercado, a medida judicial trava qualquer tentativa do BRB de alterar a condução dos FIPs Quiron e Tessalia, que concentram participação relevante na empresa.
O BRB detém 98,3 milhões de ações, o equivalente a 8,68% da ONCO3, após assumir ativos que pertenciam ao Banco Master.
No entanto, a companhia ressaltou que a decisão não encerra o caso, já que ainda cabem recursos previstos em lei.
Histórico da participação e reação do mercado
O Banco Master entrou no capital da Oncoclínicas em 2024, quando aportou R$ 1 bilhão via FIPs e alcançou 20% de participação.
Posteriormente, a fatia foi diluída para 8,68% após novo aumento de capital, e então as cotas foram transferidas ao BRB após liquidação extrajudicial.
Enquanto o impasse avança na Justiça, as ações da ONCO3 recuavam 2,7%, a R$ 2,49, refletindo a incerteza societária.