
- Goldman Sachs inicia cobertura da Eneva (ENEV3) com recomendação de compra
- Banco vê potencial de valorização de 23% e destaca leilão de energia como catalisador
- Dividendos da companhia podem superar 20% ao ano entre 2029 e 2030
O Goldman Sachs iniciou cobertura da Eneva (ENEV3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25 por ação. O valor implica potencial de valorização de cerca de 23%, segundo relatório do banco.
Nos últimos 12 meses, os papéis da companhia já acumulam alta de aproximadamente 66%. Ainda assim, os analistas avaliam que a empresa segue bem posicionada no setor de energia.
Portfólio e leilão são catalisadores
Segundo o Goldman, a Eneva (ENEV3) possui um portfólio forte de geração térmica flexível, algo cada vez mais necessário para o sistema elétrico brasileiro.
Além disso, a companhia apresenta fluxo de caixa previsível, já que cerca de 82% do Ebitda projetado deve vir de contratos de receita fixa.
Outro fator relevante é o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026, previsto para 18 de março. Portanto, o evento pode impulsionar novos contratos e aumentar a visibilidade de receita da empresa.
Dividendos podem explodir no fim da década
Desde o novo IPO em 2017, a Eneva priorizou investimentos em expansão e aquisições, o que manteve a distribuição de dividendos limitada.
Ainda assim, o Goldman projeta que a alavancagem atinja pico em 2026, com cerca de 3,3 vezes dívida líquida/Ebitda, antes de cair para perto de 2 vezes até 2028.
Com a conclusão de projetos como Azulão I, Azulão II e Celse 2, o banco acredita que a empresa poderá distribuir dividend yields superiores a 20% entre 2029 e 2030, caso não surjam novos investimentos relevantes.