
- Governo criou imposto de 12% sobre exportação de petróleo para financiar subsídio do diesel
- Medida pode reduzir lucros de petroleiras como PRIO (PRIO3) e Brava (BRAV3)
- Analistas alertam para aumento da incerteza regulatória no setor
O governo federal lançou um pacote emergencial para conter a alta do diesel, após a disparada do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio.
As medidas incluem zerar PIS/Cofins sobre o diesel e criar um subsídio de R$ 0,32 por litro, o que pode gerar alívio total de cerca de R$ 0,64 por litro ao mercado.
Imposto sobre exportação preocupa analistas
Para financiar o programa, o governo criou uma nova taxa de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, que antes era isenta.
Segundo analistas, essa decisão pode afetar diretamente empresas exportadoras como PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3).
Na avaliação do mercado, a Petrobras (PETR4) tende a sentir um impacto mais equilibrado, já que pode compensar parte da taxação com margens maiores no refino.
Medida pode reduzir lucros das petroleiras
Estimativas do mercado indicam que a nova tributação pode reduzir o Ebitda das produtoras independentes.
Além disso, as projeções apontam impacto de cerca de 5% no Ebitda da PRIO (PRIO3) e de aproximadamente 2% na Brava (BRAV3).
Portanto, para a Petrobras (PETR4), o efeito estimado é menor, com impacto de cerca de 2,3% no Ebitda projetado para 2026.
Risco regulatório entra no radar
Além do impacto financeiro, analistas apontam um segundo efeito negativo.
Ademais, segundo relatórios de bancos como Morgan Stanley e Bradesco BBI, a medida aumenta a incerteza regulatória no setor de petróleo no Brasil.
Em suma, esse fator pode reduzir o apetite por investimentos de longo prazo, principalmente entre empresas independentes.