
- Copom e Fed decidem juros em meio à pressão do petróleo e inflação global.
- Mercado já reduz expectativa de corte da Selic para 0,25 p.p. ou manutenção.
- Fala de Jerome Powell pode definir o rumo dos mercados nos próximos meses.
A chamada Super Quarta chegou e concentra as decisões mais importantes da semana para os mercados. Hoje, Copom e Federal Reserve (Fed) definem os juros, enquanto investidores aguardam sinais de Jerome Powell sobre os próximos passos da política monetária.
Ao mesmo tempo, a alta do petróleo perto de US$ 100 e a escalada no Oriente Médio aumentam as incertezas. Com isso, o cenário para cortes de juros ficou mais restrito, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Juros e petróleo mudam expectativas
Nos últimos meses, o mercado esperava cortes mais agressivos na Selic. No entanto, diante da pressão inflacionária, as projeções agora indicam redução menor de 0,25 p.p. ou até manutenção da taxa.
Além disso, o avanço do petróleo reforça o risco inflacionário global. Por isso, o Banco Central pode adotar um tom mais cauteloso, o que tende a impactar juros futuros, câmbio e bolsa.
Segundo o analista Pedro Galdi, o mercado deve reagir mais ao discurso do BC do que à decisão em si. Assim, qualquer sinal sobre os próximos passos pode gerar forte volatilidade.
Fed e Powell no radar global
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o mercado espera que o Fed mantenha os juros entre 3,50% e 3,75%. Ainda assim, investidores acompanham de perto a fala de Jerome Powell.
Além da decisão, Powell deve comentar os efeitos da alta do petróleo e da inflação sobre a economia americana. Portanto, qualquer mudança de tom pode alterar rapidamente as expectativas globais.
Ao longo do dia, dados como o PPI (inflação ao produtor) e estoques de petróleo também entram no radar. Com isso, a Super Quarta pode aumentar ainda mais a volatilidade nos mercados.