
- Leilão deve movimentar R$ 3,3 bilhões com alta competição.
- Blocos 3 e 5 concentram 71% dos investimentos.
- Weg (WEGE3) pode se beneficiar indiretamente com novos projetos
O primeiro leilão de transmissão de 2026 acontece nesta sexta-feira (27) e já movimenta o mercado. Com R$ 3,3 bilhões em investimentos previstos, o certame deve registrar forte disputa entre grandes empresas do setor elétrico.
Além disso, a estrutura dos lotes e incentivos fiscais aumentam o apetite dos investidores. O mercado já projeta um leilão competitivo e com potenciais vencedores relevantes na bolsa.
Disputa forte deve marcar o leilão
O leilão terá 5 lotes ativos, após adiamentos envolvendo a MEZ Energia, com projetos espalhados por 11 estados brasileiros.
Nesse sentido, os ativos incluem 798 km de linhas de transmissão e capacidade de 1.950 MVA, ampliando a infraestrutura energética.
Segundo o BTG, o tamanho menor dos projetos tende a aumentar a competição entre players.
Entre os possíveis participantes estão Taesa (TAEE11), Engie (EGIE3), CPFL (CPFE3) e Alupar (ALUP11).
Blocos maiores concentram atenção
O destaque fica para o Bloco 3, com investimento de R$ 1,4 bilhão, e o Bloco 5, com cerca de R$ 1,0 bilhão.
Juntos, eles representam cerca de 71% de todo o investimento do leilão.
Além disso, ambos contam com benefícios fiscais relevantes via SUDAM/SUDENE, o que pode aumentar os descontos ofertados.
Portanto, esse cenário favorece propostas mais agressivas e reduz a Receita Anual Permitida (RAP).
WEG (WEGE3) pode sair ganhando indiretamente
Mesmo não sendo transmissora, a WEG (WEGE3) aparece como beneficiária indireta do leilão.
Isso ocorre porque alguns lotes exigem compensadores síncronos, equipamentos fornecidos pela companhia.
Ademais, segundo o Bradesco BBI, a demanda por esses equipamentos pode crescer com os projetos.
Assim, o leilão pode impulsionar pedidos e receitas futuras da empresa.
Estrutura do leilão aumenta complexidade
O modelo do Bloco 3 exige propostas múltiplas, incluindo opções por sublotes.
Nesse formato, vence a combinação com menor RAP total, o que aumenta a estratégia das empresas.
Além disso, a ausência de propostas em sublotes pode inviabilizar partes do leilão.
Por fim, isso eleva a complexidade e pode gerar resultados inesperados.