Alto risco, alto retorno

Prio (PRIO3) tem risco de dívida, mas pode disparar com novo campo: mercado vê virada em 2026

Empresa vive fase de transição com pressão no curto prazo e catalisadores fortes à frente.

PRIO3
  • Prio (PRIO3) tem potencial de alta de 13,5% segundo analistas
  • Campo de Wahoo pode impulsionar produção e resultados
  • Alavancagem e riscos operacionais ainda preocupam

A Prio (PRIO3) segue no radar do mercado com uma tese dividida entre risco e oportunidade. Apesar da pressão recente nos resultados, analistas veem potencial de alta de 13,5%, com preço-justo em torno de R$ 72.

Além disso, a companhia atravessa um momento de transição operacional. Com isso, investidores acompanham de perto a evolução dos projetos e o impacto da alavancagem.

Prio sente pressão, mas prepara virada

O quarto trimestre de 2025 foi negativo para a empresa, com lucro por ação abaixo do esperado e receita frustrando projeções. Dessa forma, o desempenho refletiu preços mais baixos do petróleo e efeitos cambiais.

Além disso, a aquisição do campo de Peregrino elevou a dívida líquida para R$ 4,3 bilhões, pressionando os indicadores financeiros. Portanto, a alavancagem virou ponto de atenção.

Por outro lado, a produção anual atingiu nível recorde. Assim, o crescimento operacional reforça o potencial de recuperação ao longo de 2026.

Wahoo pode ser o grande gatilho da ação

O principal catalisador agora é o campo de Wahoo, com início de produção esperado para abril. Dessa forma, a Prio (PRIO3) pode adicionar até 40 mil barris por dia.

Além disso, a companhia projeta reduzir custos para menos de US$ 10 por barril, aumentando a eficiência. Portanto, o ganho operacional pode ser significativo.

Assim, a capacidade total pode superar 190 mil barris por dia, elevando receitas e geração de caixa. O mercado acompanha de perto essa entrega.

Riscos ainda pesam no curto prazo

Apesar do potencial, os riscos seguem relevantes. A empresa ainda apresenta fluxo de caixa livre negativo e consumo de caixa elevado.

Além disso, problemas operacionais e dependência do preço do petróleo seguem como fatores críticos. Portanto, o cenário exige cautela.

Assim, a Prio (PRIO3) aparece como uma tese de alto risco e retorno. O sucesso dos projetos será decisivo para o desempenho das ações.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.