
- Ouro oscila entre queda e alta com tensão no Oriente Médio
- Metal fecha estável mesmo com busca por proteção
- Inflação e juros elevam incerteza no mercado global
O ouro registrou um dia de forte volatilidade nesta terça-feira, pressionado pelas tensões no Oriente Médio e pelo ultimato de Donald Trump ao Irã. Assim, investidores buscaram proteção, mas sem convicção suficiente para sustentar uma alta consistente.
Além disso, o metal chegou a cair quase 2% e subir mais de 1% no mesmo dia. Portanto, o mercado operou sem direção definida diante da incerteza geopolítica.
Ouro sem tendência clara
Na Comex, o ouro fechou praticamente estável, em US$ 4.684,7 por onça-troy. Dessa forma, o movimento refletiu o equilíbrio entre medo e cautela.
Além disso, o metal acumula queda de cerca de 12% desde o início do conflito. Assim, mesmo com o cenário de risco, a valorização não se sustenta.
Enquanto isso, fatores como a desvalorização do dólar e compras da China deram suporte pontual aos preços.
Inflação e juros entram no radar
O cenário atual reacende preocupações com inflação global. Portanto, o choque energético pode pressionar custos e alterar expectativas.
Além disso, o Goldman Sachs aponta que o mercado já revisa a trajetória de juros. Dessa forma, bancos centrais podem manter políticas mais restritivas.
Por fim, a combinação de guerra, inflação e juros elevados mantém o ouro volátil. Assim, o ativo segue sensível a qualquer novo desdobramento.