Cenário segue positivo

Ouro despenca quase 10%, mas bancos veem recuperação e mantêm otimismo para 2026

Queda recente não muda cenário estrutural positivo, sustentado por juros e demanda global.

Foto: Getty Images
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  • Ouro cai quase 10% após pico histórico
  • Bancos projetam preços acima de US$ 5.400
  • Demanda de bancos centrais sustenta cenário positivo

O ouro acumulou queda de quase 10% desde o pico registrado em janeiro. Ainda assim, grandes bancos seguem otimistas com o metal no longo prazo.

Atualmente, o ativo é negociado próximo de US$ 4.795 por onça.

Queda puxada por cenário global

A correção ocorreu após o início do conflito no Oriente Médio. Nesse contexto, o aumento dos juros dos Treasuries e a valorização do dólar pressionaram o metal.

Além disso, investidores migraram para posições em caixa. Como resultado, o ouro perdeu força no curto prazo.

Esse movimento gerou volatilidade relevante.

Bancos mantêm visão positiva

Apesar disso, instituições como Goldman Sachs e ANZ mantêm projeções otimistas. O ANZ, por exemplo, espera o ouro a US$ 5.800 por onça até o fim de 2026.

Ao mesmo tempo, o Goldman projeta cerca de US$ 5.400, sustentado por fatores estruturais.

Dessa forma, a queda recente é vista como pontual.

Demanda segue forte

A demanda de bancos centrais continua elevada. Para 2026, a expectativa é de compras de cerca de 850 toneladas.

Além disso, a busca por diversificação fora do dólar reforça o interesse pelo metal. Consequentemente, o ouro mantém suporte relevante.

Esse fluxo ajuda a limitar quedas mais profundas.

Juros e cenário macro

A possível redução de juros pelo Federal Reserve também favorece o ativo. Nesse sentido, cortes de até 50 pontos-base podem impulsionar os preços.

Além disso, um cenário de crescimento mais fraco e inflação persistente tende a beneficiar o ouro.

Portanto, o ambiente macro segue favorável no longo prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.