
- Hapvida (HAPV3) disparou após resultado acima do esperado.
- Sinistralidade melhor que o previsto impulsionou ações.
- Mercado ainda monitora judicialização e perda de beneficiários.
As ações da Hapvida (HAPV3) dispararam após a companhia divulgar resultados do primeiro trimestre acima das expectativas mais pessimistas do mercado.
Os papéis chegaram a subir mais de 9%, refletindo principalmente a melhora da rentabilidade e da sinistralidade da operadora de saúde.
Ebitda surpreendeu mercado
A Hapvida reportou Ebitda ajustado de R$ 803 milhões, desempenho significativamente acima das projeções dos analistas.
Segundo dados da LSEG, o mercado esperava aproximadamente R$ 664 milhões para o trimestre.
Além disso, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 244 milhões, apesar da queda anual de 41,4%.
Enquanto isso, a receita líquida avançou 5,2%, atingindo cerca de R$ 7,9 bilhões.
Sinistralidade foi principal destaque
O principal fator positivo do trimestre veio da melhora da sinistralidade.
A taxa caiu para 72,2%, desempenho melhor que o esperado pelos analistas e cerca de 3,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior.
Segundo o Bradesco BBI, o movimento reforça a percepção de ganhos operacionais relevantes na companhia, especialmente após o período mais difícil enfrentado em 2025.
Além disso, o banco destacou que a margem Ebitda avançou aproximadamente 3 pontos percentuais na comparação trimestral.
Mercado ainda vê cenário desafiador
Apesar da reação positiva das ações, bancos seguem cautelosos com a tese de investimento.
O BTG Pactual destacou que a companhia ainda enfrenta desafios importantes, incluindo perda líquida de beneficiários, judicialização elevada e crescimento moderado das receitas.
Ao mesmo tempo, a Hapvida continua registrando cancelamentos relevantes em algumas regiões, especialmente em São Paulo.
Reestruturação continua no radar
Analistas também acompanham os efeitos da recente reorganização da equipe de gestão da companhia.
Segundo o BTG, os resultados sugerem que o ponto de partida da reestruturação pode ser menos negativo do que o mercado temia anteriormente.
Mesmo assim, bancos como BBI, BTG e Morgan Stanley mantiveram recomendação neutra para os papéis, aguardando sinais mais consistentes de recuperação operacional.