Cancelamentos crescem

Hapvida (HAPV3) afunda no prejuízo com cancelamentos, sinistralidade e pressão operacional

Operadora reverteu lucro no primeiro trimestre enquanto perda de clientes e aumento das provisões pressionaram o balanço.

hapvida
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  • Hapvida (HAPV3) teve prejuízo de R$ 154 milhões no primeiro trimestre.
  • Companhia continuou perdendo usuários e viu sinistralidade subir.
  • Provisões médicas e ressarcimentos ao SUS pressionaram resultados.

A Hapvida (HAPV3) registrou prejuízo líquido de R$ 154,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 54,3 milhões obtido no mesmo período do ano passado.

Além disso, considerando a norma contábil IFRS17, o prejuízo atribuído aos controladores ficou em R$ 100,9 milhões. Já no critério ajustado, a companhia reportou lucro de R$ 244 milhões, porém com queda de 41,4% na comparação anual.

Margens e sinistralidade pressionam

O Ebitda ajustado recuou 20%, encerrando o trimestre em R$ 803,3 milhões.

Ao mesmo tempo, a margem operacional caiu 3,2 pontos percentuais, ficando em 10,2%. Segundo os números divulgados, a sinistralidade também piorou e atingiu 72,2%.

Enquanto isso, a receita líquida avançou 5,2%, somando R$ 7,9 bilhões, sustentada principalmente pelo aumento do tíquete médio dos planos de saúde.

Mesmo assim, o avanço da receita não foi suficiente para compensar a pressão operacional e o aumento das provisões.

Cancelamentos continuam elevados

A companhia perdeu organicamente 44,5 mil usuários de planos de saúde entre janeiro e março.

Apesar da melhora frente ao trimestre anterior, quando a perda havia superado 140 mil clientes, o mercado continua atento à dificuldade da operadora em estabilizar sua base de beneficiários.

São Paulo permaneceu como principal foco de pressão, concentrando mais de 67 mil cancelamentos no período.

Além disso, o Nordeste também apresentou deterioração, impactado pela perda de contratos relevantes em cidades como Recife e Salvador.

Provisões aumentaram forte

A operadora ainda registrou forte crescimento nas provisões ligadas a despesas médicas futuras e ressarcimento ao SUS.

As provisões para despesas médicas futuras avançaram quase 40%, enquanto as provisões relacionadas ao SUS subiram 48,4%.

Nesse cenário, investidores seguem monitorando sinais de estabilização operacional, melhora da rentabilidade e evolução da sinistralidade nos próximos trimestres.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.