
- Vivo (VIVT3) recebeu recomendação de venda do Goldman Sachs
- Banco vê desaceleração do fluxo de caixa livre da operadora
- Valuation elevado limitou potencial de alta das ações
O Goldman Sachs retomou cobertura da Vivo (VIVT3) com recomendação de venda após a forte valorização das ações desde o início de 2025. Segundo o banco, apesar da liderança operacional da companhia, o valuation passou a limitar o potencial de alta dos papéis.
Além disso, os analistas projetam desaceleração do crescimento do fluxo de caixa livre nos próximos anos. Com isso, a instituição definiu preço-alvo de R$ 36,50 para as ações da operadora.
Valuation elevado entra no radar
Segundo o banco, a companhia segue com marca forte e posição dominante no mercado móvel brasileiro. Dessa forma, a operadora continua beneficiada pelo ambiente mais racional de concorrência após a consolidação do setor.
Ao mesmo tempo, o Goldman avalia que a elevada penetração no pós-pago reduz o espaço para crescimento mais acelerado das receitas. Por isso, a expectativa é de moderação na geração de caixa livre a partir de 2026.
Além disso, o banco destacou que a empresa negocia com múltiplos considerados mais pressionados em comparação com a TIM, especialmente após o forte desempenho recente das ações.
Mercado monitora crescimento e dividendos
Nos bastidores, investidores acompanham a capacidade da operadora de ampliar receitas em segmentos como B2B e serviços agregados. Por outro lado, a competição na banda larga fixa segue pressionando parte das margens do setor.
Ainda assim, o banco reconhece que uma estratégia mais agressiva de remuneração aos acionistas poderia melhorar a percepção do mercado sobre o ativo.
Agora, investidores monitoram os próximos resultados da companhia e a evolução da geração de caixa nos próximos anos.