
- Petrobras (PETR4) confirmou que precisará importar diesel novamente em julho.
- Estatal pretende alcançar autossuficiência no combustível e reduzir dependência externa.
- Companhia acelera investimentos em refinarias, fertilizantes e produção de petróleo.
A Petrobras (PETR4) voltará a importar diesel em julho, segundo afirmou a presidente da companhia, Magda Chambriard. A declaração marca uma mudança após a estatal passar abril, maio e junho sem precisar recorrer ao mercado internacional.
Além disso, a executiva indicou que a dependência externa ainda representa um desafio para o país. Atualmente, o Brasil importa cerca de 30% de todo o diesel consumido internamente.
Petrobras quer reduzir dependência externa
Durante evento em Mato Grosso do Sul, Chambriard afirmou que a importação será necessária “por enquanto”. Ao mesmo tempo, a companhia já estuda medidas para alcançar a autossuficiência no combustível nos próximos anos.
Segundo a presidente, a estratégia envolve ampliar a capacidade produtiva das refinarias e melhorar a eficiência operacional dos ativos já existentes.
Por isso, a estatal avalia experiências recentes, como a da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, que superou a capacidade inicialmente projetada para produção de derivados.
Fertilizantes entram no plano de expansão
A executiva também destacou que a Petrobras pretende ampliar significativamente sua produção de fertilizantes. Atualmente, as fábricas da companhia respondem por cerca de 35% da demanda nacional.
No entanto, a meta é muito mais ambiciosa. Segundo Chambriard, os estudos buscam elevar essa participação para 70% nos próximos anos.
Além da UFN-III, em Três Lagoas, a Petrobras voltou a operar unidades na Bahia, Sergipe e Paraná, reforçando a estratégia de reduzir a dependência de importações em diferentes setores.
Investimentos aceleram crescimento da estatal
Durante o evento, Chambriard afirmou que a Petrobras está acelerando investimentos, mas sem abrir mão da disciplina financeira. No primeiro trimestre, os aportes somaram R$ 26,8 bilhões.
O valor representa um crescimento de 25,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo a executiva, esse movimento já aproxima a companhia da marca de 3 milhões de barris de petróleo produzidos por dia.
Enquanto isso, a estatal também avança na retomada de projetos paralisados. A conclusão da UFN-III, por exemplo, exigirá cerca de R$ 5 bilhões em investimentos e integra o Novo PAC do governo federal.