
- Raízen (RAIZ4) seguirá vendendo ativos para reforçar o caixa e reduzir o endividamento.
- Companhia já anunciou desinvestimentos de aproximadamente R$ 12 bilhões.
- CEO afirma que a empresa busca se tornar menor, mais eficiente e menos alavancada.
A Raízen (RAIZ4) continuará vendendo ativos para fortalecer sua posição financeira e reduzir o endividamento, afirmou o presidente da companhia, Nelson Gomes, após a divulgação do prejuízo de R$ 7,3 bilhões no último trimestre.
Além disso, o executivo deixou claro que os desinvestimentos seguem no centro da estratégia da empresa, que busca ganhar eficiência operacional e atravessar o atual processo de recuperação extrajudicial.
Venda de ativos continuará nos próximos meses
Segundo Gomes, a Raízen não pretende interromper o programa de desinvestimentos iniciado nos últimos anos. Pelo contrário, a companhia seguirá avaliando oportunidades para monetizar ativos considerados não estratégicos.
Ao todo, os desinvestimentos já somam cerca de R$ 12 bilhões. Desse valor, aproximadamente R$ 5 bilhões já entraram no caixa da empresa.
Além disso, outros R$ 7 bilhões devem ser recebidos até o fim do ano-safra, principalmente em função da venda das operações da companhia na Argentina.
Empresa quer ficar menor e mais eficiente
O CEO afirmou que a estratégia passa por reduzir a estrutura da companhia para atingir um tamanho considerado mais eficiente.
Nos últimos anos, a Raízen eliminou cerca de 20 milhões de toneladas de capacidade de moagem de cana-de-açúcar por meio de vendas de ativos e desmobilizações.
Segundo Gomes, a meta não é crescer a qualquer custo. “Seremos uma companhia menor em termos de capacidade. Buscamos ser um competidor mais eficiente”, afirmou o executivo.
Dívida segue pressionando a companhia
A necessidade de gerar caixa ganhou ainda mais relevância após o forte aumento do endividamento da empresa. Atualmente, a Raízen busca renegociar uma dívida que gira em torno de R$ 65 bilhões.
Enquanto isso, a companhia negocia com credores um plano de reestruturação para reduzir a pressão financeira sobre suas operações.
Por essa razão, a venda de ativos continuará sendo uma das principais ferramentas utilizadas pela administração para reforçar liquidez, reduzir alavancagem e recuperar a confiança do mercado.